Subsídio dos produtores de juta e malva atrasado há anos caminha para uma solução

Um problema que se arrasta há três anos, pelo que tudo indica, está prestes a ter uma solução. O subsídio que não foi pago pelo Governo de Zé Melo a aproximadamente 300 produtores de juta e malva em todo o Estado, levando-se em conta reuniões entre o governador Davi Almeida (PSD) e a deputada Alessandra Campelo (PMSB), parece que enfim será regularizado, num montante que já atinge R$ 5 milhões referente às safras de 2014/2015, 2015/2016 e 2017/2018. No âmbito legislativo, a solução da demanda é articulada pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB), que já recebeu do governador interino David Almeida (PSD) a garantia do repasse do montante aos trabalhadores do setor.

A parlamentar esteve reunida, na manhã dessa terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) com representantes da Cooperativa Agroindustrial dos Juticultores, Produtores Rurais e Extrativistas do Amazonas (Cooperjuta) na manhã desta terça-feira, 23 de maio, na Assembl

A deputada disse que a equipe técnica do novo Governo faz atualmente o levantamento de todas as pendências, incluindo o pagamento da subvenção que incentiva a produção de borracha, para posterior pagamento aos produtores rurais via Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS).

“A gente teve uma resposta positiva do atual Governo sobre o pagamento e, nos próximos dias, a gente já vai ter essa data marcada. Aqui temos alguns representantes, mas são mais de 300 produtores só na Cooperjuta e ainda tem outra cooperativa. São milhares de famílias da zona rural do Amazonas, não só de Manacapuru, que estão dependendo disso”, comentou a deputada.

Começou no Governo de Braga

A subvenção aos produtores de juta e malva foi uma política pública criada na gestão do ex-governador e atual senador Eduardo Braga, presidente do PMDB no Amazonas. Consiste no pagamento de R$ 0,40 por quilo da fibra aos produtores, como forma de incentivar a permanência do homem no campo e evitar o êxodo rural.

Segundo a presidente da Cooperjuta, Verônica Mesquita da Silva, a produção por safra no Amazonas gira em torno de 5 mil toneladas. A juta é uma planta típica de região de várzea, enquanto a malva é de terra firme, entretanto, pode ser adaptada à várzea. Manacapuru lidera o ranking de produção de juta e malva, atividade econômica que também significa o sustento de centenas de famílias nos municípios de Anamã, Beruri, Anori, Caapiranga, Codajás, Coari, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manaquiri e Parintins.

Sementes e Luz para Todos

Além da luta pelo pagamento da subvenção da juta e malva, a compra de sementes com investimento da ordem de R$ 1 milhão também foi pauta da reunião com Alessandra, assim como a ampliação do Programa Luz para Todos (Governo Federal) nas comunidades rurais e ribeirinhas de Manacapuru.

A reunião com a presença de várias lideranças de Manacapuru, entre eles Verônica Mesquita da Silva (presidente da Cooperjuta), Wanderley Barroso (ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal do município), Carlos Alberto de Castro Soares (Monte Ararate, na Costa do Cabaleana), Edimar Ramos de Lima (São Lázaro), Leônidas Sabino Nobre (São Lázaro) e Davi Marques de Souza (Monte Carmelo).

Fonte: assessoria de imprensa da deputada 

Fotos: Jimmy Christian