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Sul-africano criado no Havaí e amigo de John John é rival de Medina em Pipeline

Ele nasceu na Cidade do Cabo, na África do Sul, mas se mudou aos cinco anos de idade para o Havaí e cresceu no North Shore de Oahu. Amigo de John John Florence, Benji Brand ficou com a segunda vaga do trials para o Pipeline Masters e será o rival de Gabriel Medina na estreia da última de 11 etapas do Circuito Mundial de 2017. O surfista que defende as cores da bandeira do Havaí espera dar uma mãozinha para o atual líder do ranking e campeão mundial ao vencer o brasileiro na primeira fase, em uma bateria que ainda conta com Miguel Pupo. O campeão da triagem, o ex-top da elite Dusty Payne, terá pela frente John John Florence e Wiggolly Dantas.

A WSL fará uma chamada para avaliar as condições do mar neste sábado, às 15h30 (de Brasília), mas é provável que a competição só seja aberta no domingo, quando é prevista a chegada de um swell (ondulação) de qualidade em Banzai Pipeline. O SporTV.com transmite as baterias ao vivo.

– Eu sempre sonhei com esse evento por toda a minha vida. Parece surreal estar aqui, onde competiram tantos grandes surfistas. O Gabby (Gabriel Medina) é o melhor goofy footer do planeta, sabe as franquezas dos seus oponentes e é muito bom em encontrar tubos. Ele tem surfado bem em qualquer onda, mas o John John é tão bom em Pipe… Não sei, esta é a casa dele. Estou torcendo pelo John – disse Benji Brand, que, assim como Medina, é goofy (pé direito na frente da prancha).

Especialista em tubos e local em Pipeline, Benji passa a maior parte do ano no North Shore, mas também gosta de viajar para a África do Sul ou a Namíbia, onde gosta de surfar as longas esquerdas de Skeleton Bay. Embora não não tenha a intenção de estragar os planos de Medina no Havaí, o local espera ajudar Florence na corrida pelo bicampeonato mundial.

– Eu não tenho como aspiração frustrar planos de título, eu só quero dar o meu melhor no evento e espero que dê boas ondas. John John é meu amigo e eu gostaria de vê-lo ganhar o título. Talvez eu eu ou o Dusty (Payne) possamos tirar o Medina. Ajudar o nosso amigo (risos) – disse Benji Brand, que ainda carrega o sotaque sul-africano desde a infância.

O surfista de 21 anos veio morar no Havaí por acaso. Em uma viagem de férias para o North Shore, o seu pai se apaixonou pelo lugar. No ano seguinte, fechou os seus negócios na África e levou a família para morar na ilha de Oahu.

Benji vive em Haleiwa, assim como John John, e conhece o campeão mundial de 2016 desde pequeno. Ele estudava em um colégio em Sunset Beach na mesma sala do irmão de John John, Ivan, o seu melhor amigo na época. Brand sempre ia para casa da família Florence. Hoje, os dois não se vêem com tanta frequência. O top da elite passa boa parte do ano viajando, mas, na temporada de inverno havaiana, de dezembro a março, os dois têm um destino certo: o North Shore de Oahu. E o futuro de John John se cruza com Benji na meca do surfe mundial.

Confira as baterias da 1ª fase em no Havaí:

1: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA) e Jadson André (BRA)
2: Owen Wright (AUS), Kanon Igarashi (EUA) e Josh Kerr (AUS)
3: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA) e Stuart Kennedy (AUS)
4: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS) e Ethan Ewing (AUS)
5: Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA) e Benji Brand (HAV)
6: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA) e Dusty Payne (HAV)
7: Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA) e Jack Freestone (AUS)
8: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA) e Kelly Slater (EUA)
9: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (PLF) e Ezekiel Lau (HAV)
10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS) e Ian Gouveia (BRA)
11: Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS) e Leo Fioravanti (ITA)
12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (POR) e Italo Ferreira (BRA)