Suposta cobrança de propina na Seduc e na Susam será denunciada por deputado ao MP

Após veículos de comunicação denunciarem supostas cobranças de propina por agente públicos na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e na Secretaria de Estado da Saúde (Susam) , o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) decidiu ir ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) nesta sexta-feira (5), às 10h, para dar entrada numa representação contra o Governo do Amazonas.

O pagamento de propina se daria em troca de benefícios nas licitações e contratos junto a essas secretarias de estado e teria sido a causa das exonerações feitas pelo governador Wilson Lima, bem como mudanças no secretariado.

O anúncio da representação foi feito nessa quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), quando o parlamentar deu entrada em requerimento, na Casa, pedindo esclarecimentos quanto ao suposto esquema de cobrança de propina praticado por pessoas da cúpula do atual governo.

Segundo Wilker Barreto, ele decidiu denunciar o esquema de propina depois que tomou conhecimento, através veículos de comunicação que ‘agentes públicos do atual governo estariam usando nomes de secretários para impor cobrança de propina junto a empresários que possuem crédito com a Susam’. Nestas divulgações, aliás, a imprensa afirma a existências de mídias – áudio e vídeo – que comprovam o envolvimento de Marcelo Alex Hossaine Nunes negociando pagamento de 30% para a renovação de contratos de empresas com a Seduc e Susam.

Veículos de comunicação também dispararam que o vice-governador Carlos Almeida teria usado o vídeo para chantagear o governador Wilson Lima e pedir a demissão do braço direito (Marcelo Alex) do governador.

“Essas informações precisam ser esclarecidas com urgência à população. Seduc e Susam têm verbas estadual e federal e é necessário transparência no uso desse dinheiro, afinal, nem o Governo foi capaz de se posicionar até o momento. Estão calados diante de denúncias, matérias e repercussões na Assembleia do Amazonas e, até agora, a Secom (Secretaria de Comunicação Social) não envia sequer uma nota desmentindo a informação. Se é verdade, que se apurem os fatos e os envolvidos possam ser punidos. Se não é verdade, que essas informações possam ser comprovadamente desmentidas, destacou Wilker.

Com informações da Assessoria do deputado