Susam anuncia acordo com empresas médicas pondo fim a uma possível paralisação

A Susam (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas) anunciou,  nessa sexta-feira (16), que pagará parte dos contratados atrasados as empresas médicas prestadoras de serviços ao Governo. Os pagamentos estão atrasados há pelo menos três meses. A informação foi dada, por meio de nota pública conjunta da Susam e das empresas médicas encaminhada à imprensa. (Veja nota no final da matéria)

Segundo o texto, o acordo foi feito em reunião com o secretário Francisco Deodato, onde as cooperativas decidiram não paralisar mais as cirurgias eletivas, prevista para a próxima quarta-feira (21). (Veja lista de empresas que aceitaram o acordo no final da matéria)

Na reunião, ficou acertado que os pagamentos serão feitos em duas parcelas, sendo iniciados no dia 21 deste mês e encerrando no dia 7 de dezembro. Segundo a Susam, já a segunda parcela, inicia no dia 10 de dezembro e vai até 21 de dezembro deste ano.

Ainda segundo a nota, ficou definido que na primeira semana de dezembro ocorrerá uma reunião com as presenças dos secretários de Saúde, da Fazenda (Sefaz) e os representantes das empresas médicas.

Na quarta-feira (14),os deputados estaduais aprovaram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o remanejamento de R$ 122 milhões em recursos dos dois fundos estaduais para pagar as empresas médicas que prestam serviços terceirizados ao Estado. O remanejamento de recursos estava previsto no Projeto de Lei nº 175/2018, do Governo e a estimativa é de que a partir do dia 10 de dezembro, o dinheiro dos fundos já estejam disponíveis para o pagamento de novas parcelas atrasadas.  

Um dia antes, (13), os representantes de empresas médicas se reuniram com o presidente da Aleam, deputado David Almeida (PSB) para conduzir a solução desses atrasados da saúde. A falta de pagamento atinge mais de cinco mil servidores.

A situação caótica na saúde do Estado foi denunciada ao Radar, no último dia 8, onde funcionários terceirizados da limpeza e da segurança cruzaram os braços na Maternidade do Alvorada, na zona Centro-Oeste da capital, devido a falta de pagamento que chega há seis meses. Na ocasião, os técnicos de enfermagem também relataram o atraso do salário da categoria.

Sem receber há meses, os servidores terceirizados da saúde chegaram a protestar, na sexta-feira passada (9), em frente à sede do Governo, na zona Oeste, pedindo o pagamento dos salários atrasados e outros benefícios como férias e 13º salário.

 

Confira a nota na íntegra

Confira lista de empresas que aceitaram o acordo