Suspeito de perseguir e atirar contra casal que foi vítima de homofobia no Eldorado é preso pela polícia

O acusado foi capturado em sua residência no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Na manhã desta segunda-feira (04), um homem de 42 anos  foi preso pela equipe de investigação do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele é suspeito de cometer tentativa de homicídio contra um casal gay na Praça do Caranguejo, no conjunto Eldorado, bairro Parque Dez de Novembro. O crime de homofobia, que ocorreu no dia 11 de setembro, ganhou bastante repercussão nas redes sociais.

Na ocasião, um casal homoafetivo estava na praça quando foi abordado pelo suspeito. Após serem xingados e ofendidos pelo homem, os dois jovens decidiram deixar o local e procurar uma delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Entretanto, no meio do percurso, as vítimas foram perseguidas e alvejadas pelo agressor – que fugiu após atingir o casal.

Emanoel Almeida foi uma das vítimas. Ele foi atingido no ombro e seu companheiro, identificado como Jonas Nogueira Júnior, foi atingido no peito e teve o pulmão perfurado. O jovem permaneceu 10 dias internado, e agora se recupera em casa.

Prisão

Durante a coletiva de imprensa realizada no prédio da Delegacia Geral, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste, o delegado Marcos Arruda, titular do 1º DIP, relatou que além do suspeito capturado, há outro suspeito. O homem de 32 anos está sendo procurado por ter participado do crime.

“Tomamos conhecimento do ato criminoso, iniciamos as investigações e chegamos às identidades dos autores. A ordem judicial foi solicitada à Justiça e decretada no sábado (02/10), pela juíza Themis Catunda de Souza Lourenço, da Central de Plantão Criminal”, informou Arruda.

O suspeito capturado foi preso em sua residência, localizada no bairro Lago Azul, zona Norte da cidade. Ele vai responder por tentativa de duplo homicídio qualificado, combinado com a Lei de Racismo (onde se enquadram os crimes de homofobia). Ele será conduzido à audiência de custódia, na Central de Recebimento e Triagem (CRT), e ficará à disposição da Justiça.

O Radar Amazônico entrou em contato com as vítimas. Por telefone, o representante da Associação Manifesta LGBT+, Gabriel Mota, informou que o casal passa bem e que espera que os culpados sejam devidamente responsabilizados pelo crime.