Tabatinga sofre com constantes ‘apagões’ de energia e falta de assistência da Hapvida aos professores do município, denuncia Wilker Barreto

Falta de unidades no interior do estado causa problemas para população

Deputado estadual Wilker Barreto (Foto: Divulgação)

O município de Tabatinga (1.108 quilômetros de Manaus), vem sofrendo com constantes quedas de energia elétrica e com o precário serviço do plano de saúde privado Hapvida que vem prejudicando a população da cidade. A denúncia é do vereador da cidade Luizão (Podemos) e foi repercutida pelo deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania), em sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) da última quinta-feira, 23.

Segundo o vereador, os “apagões” de energia são frequentes tanto na cidade quanto na área rural do município, com a precariedade do serviço afetando o funcionamento de serviços essenciais como escolas e postos de saúde. Durante sua fala, Barreto cobrou melhorias do fornecimento da energia elétrica por parte da concessionária.

“Está faltando luz direto em Tabatinga, é apagão atrás de apagão, só no domingo passado foram sete vezes, os equipamentos eletrônicos e domésticos são queimados e ninguém fala nada. Se a maior cidade do Alto Solimões está passando por isso, imagina os outros municípios, existe um grande desserviço da Amazonas Energia no interior”, afirmou Wilker.

Ainda segundo Wilker, os servidores da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) que atuam em Tabatinga estão sofrendo com a falta de assistência do plano de saúde Hapvida. Segundo o deputado, o município não possui nenhuma clínica da empresa para atendimento dos profissionais da rede estadual de ensino e que, até o momento, não houve a descentralização do atendimento da Hapvida de Manaus para 11 cidades-polo no interior, que já foi prometido pelo Governo e pela Seduc.

Com o problema na falta de assistência, mais de 15 mil servidores que atuam nos municípios do Estado estão sendo obrigados a contrair empréstimos para custear o deslocamento à capital em busca de exames e tratamento médico. “Já bati na tecla, até hoje a Hapvida não abriu os polos no interior, não saiu do papel. Tem relato de professores que têm plano de saúde, mas para usar tem que vir para Manaus, quem aguenta? Sou a favor do plano, mas qual a dificuldade da empresa de colocar nos principais centros pelo menos o ultrassom, os exames de sangue, os procedimentos mais simples e deixar a alta complexidade para Manaus?”, finalizou o deputado.