Tayah apoia conselhos médicos que são contra a contratação de estrangeiros sem que se submetam ao exame de revalidação

ISAAC tayah

O vereador-médico Isaac Tayah (PSD) manifestou-se na Câmara Municipal de Manaus (CMM), esta semana, da tribuna da Casa, contrário à contratação de 6 mil médicos cubanos para atuarem em municípios do interior dos Estados do Norte e Nordeste do Brasil, sem a revalidação do diploma e do registro profissional.

Tayah, apresentou moção, assinada também pelo vereador e médico Ewerton Wanderley (PSDB), em solidariedade ao Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas, na pessoa do presidente Mário Viana, e ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que tem como presidente Jefferson de Oliveira Jezini. As entidades representativas da categoria médica também são contrárias à contratação de médicos estrangeiros sem que eles se submetam e sejam aprovados no exame de revalidação do diploma.  A moção foi aprovada em plenário.

A proposta de contratação de médicos cubanos para atuarem no Norte e Nordeste é do Governo Federal. “Presto solidariedade às associações médicas brasileiras, que são contra e questionam o nível dos cursos de medicina cubanos”, disse Tayah. O parlamentar argumentou que pode ser criado um problema ainda maior caso não seja comprovada a qualificação desses profissionais. “Temos que lembrar que o médico lida com o bem mais precioso que existe que é a vida. É inaceitável que nosso povo seja tratado por médicos que não tenham o preparo profissional adequado. Por isso, torna-se tão importante o exame de revalidação do diploma e do registro profissional”, defendeu Tayah.

Na última terça-feira, o Conselho Federal de Medicina apresentou os resultados da revalidação de diplomas de médicos formados em Cuba, para contestar a proposta do Governo Federal em trazer os médicos cubanos para o Brasil. Pesquisas informam que, dos 182 médicos formados em Cuba, que fizeram o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, em 2012, apenas 20 foram aprovados. O exame do Ministério da Educação é uma exigência para o estrangeiro exercer a profissão no Brasil.O conselho não é contra a atuação de mà ©dicos formados no exterior desde que eles passem por essa avaliação.