Anúncio Advertisement

Tayah diz que Governo quer fazer política e não saúde, e convoca categoria para manifestações

isaac tayha

O vereador-médico Isaac Tayah (PSD) manifestou, da tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quarta-feira (17) seu repúdio aos vetos que a presidente Dilma Rousseff fez ao projeto de Lei 268/2002, o denominado Ato Médico e que, segundo ele, ferem competências restritivas dos médicos. Para ele, é uma temeridade a interferência indevida do Governo no exercício da medicina. “Estão brincando com a vida dos cidadãos desse País”, denunciou Tayah. Ele deu como exemplo do despreparo do Governo Federal que está mais preocupado em fazer política, do que fazer saúde no Brasil, as declarações do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que não têm que depender tanto de “máquinas e equipamentos, para atender aos pacientes. “Isso mostra que o ministro não entende nada de medicina e confirma a falta de estrutura do s hospitais públicos que não têm esses mesmos equipamentos dos quais ele fala. Médico não é vidente pra saber o que paciente tem, sem exames, sem uma pesquisa médica séria. Os médicos brasileiros têm responsabilidade com a vida”, criticou Tayah.

Na avaliação do parlamentar, a liberação consequente dos vetos da presidente ao Ato Médico possibilitando que qualquer pessoa da área da saúde realize procedimento privativo aos médicos, é um imenso equívoco. “É o caso de uma prescrição feita por uma enfermeira que receitou um medicamento como se ela tivesse feito o curso de medicina”, pontuou Tayah. “Há uma revolta no País contra as pessoas que estão dando informações equivocadas, tirando a capacidade de quem estudou medicina”, completou o vereador.

Convocação

O vereador Isaac Tayah também se posicionou contra a “importação” de médicos estrangeiros sem que eles comprovem formação médica adequada para lidar com a saúde do povo brasileiro. Ele fez convocação à categoria em Manaus, para que faça ato público como vai ocorrer em todo o País, nos dias 23, 30 e 31 de julho. “Vamos também protestar contra a contratação de profissionais estrangeiros sem a aplicação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida)”, disse Tayah.

Isaac Tayah ressaltou que o Revalida é importante para que se tenha uma formação melhor para a área da saúde. “Essa é uma discussão necessária porque todos os médicos que estão no Brasil hoje participaram do exame”, disse o parlamentar criticando a medida do governo que estende o Revalida para estudantes brasileiros. “Isso é uma jogada de marqueteiros do governo, é jogo político. Os médicos brasileiros já mostraram sua capacidade”, acrescentou.