Técnicos do Ministério da Saúde temem explosão de casos e mortes por Covid-19 até fevereiro

Rafaela felicciano

A segunda quinzena de janeiro será marca da pela alta de casos e mortes por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, resultado das comemorações de fim de ano e viagens de férias. A conclusão é de técnicos do Ministério da Saúde que monitoram a evolução da infecção no país.

Além da irresponsabilidade social de parte da população, outro fator pode elevar os adoecimentos e a letalidade: o atraso na vacinação. Mesmo em uma semana com acontecimento mais otimistas em relação à imunização, as incertezas ainda pairam sob a pasta.

Durante dois dias, o Metrópoles conversou com técnicos e servidores do Ministério da Saúde que estão trabalhando diretamente com assuntos ligados à pandemia e seus efeitos. As expectativas para as próximas semanas são tensas em ao menos quatro setores da pasta.

Os critérios para a avaliação são simples de compreender. Leva-se em consideração o tempo médio de aparecimento de sintomas, o agravamento do caso e a internação.

“O prazo para o aparecimento dos sintomas é, em média, de cinco dias depois do contágio. O tempo que demanda de internação é de cinco a 10 dias depois do contágio. Já a permanência em UTI é de 15 dias em média até o óbito. Com isso, é de se esperar que até o meio de janeiro tenhamos um aumento significativo no número de casos, internações e óbitos”, vaticina.

Entendimento da população

Servidora do Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, uma técnica lamenta que parte da população tenha perdido, segundo palavras dela, o entendimento que ainda se vive uma pandemia.

O técnico emenda: “Falta bom exemplo do governo federal à autoridades locais, passando por policiais, fiscais entre outros agente públicos, que não usam máscara e desacreditam a vacina. O cidadão não se sente confortável”, conclui.

Versão oficial

O Ministério da Saúde não comentou as declarações dos técnicos. Em nota, afirmou que a portaria Nº 2.789 estabelece orientações gerais à prevenção, o controle e à mitigação da transmissão da Covid-19.

“As orientações também são voltadas à promoção da saúde física e mental da população. O objetivo é apoiar as estratégias locais para a segurança das atividades e do convívio social, respeitando as especificidades e características de cada setor ou ramo de atividade”, resume o texto.