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Tem gente que mente com tanta desfaçatez que a cara nem treme!

Desta vez, a gente aqui do Radar não sabe nem como classificar o que foi dito pelo superitendente da SMTU, órgão da prefeitura responsável pelo transporte de passageiros na cidade, Pedro Carvalho. Se você não viu e nem ouviu, melhor assim, porque não correu o risco de morrer de raiva. Imagina que o sr. Pedro Carvalho em entrevista a TV Amazonas, por causa da morte de um idoso que caiu de um ônibus lotado, teve o desplante de dizer que nos terminais têm fiscais para organizar a população na hora de entrar e sair dos coletivos, que os fiscais verificam a questão da superlotação, e etc. Pelo amor de Deeeeeus! Esse pessoal pensa que a gente é tudo idiota, é? Ou será que eles acham que em todas as famílias todo mundo tem veículo próprio? E, pensam que a gente anda por aí mas é cego, no mínimo,  para não ver que as pessoas são pisoteadas por uma turba ensandecida que quer sair do ônibus dentro do terminal e outra que quer entrar. E, infelizmente, numa manifestação coletiva de falta de educação, os que querem entrar impedem os outros de sair,  e vice-versa. O resultado são pessoas passando mal, pisadas, levando empurrões, cotoveladas, safanões, um espetáculo grotesco, e não aparece ninguém pra organizar nada. E, os que mais sofrem são idosos e  crianças em meio a esse empurra-empurra, essa confusão. E o mais impressionante, é que o reporter, durante entrevista com o sr. Pedro Carvalho, mostrou imagens de dentro dos terminais, os ônibus saindo com as portas abertas, gente pendurada na porta, lotação dos coletivos desrespeitada, falta de organização na entrada e na saída das pessoas nos ônibus, e o sr. Pedro Carvalho alí, impassível, falando como se aquilo nem existisse, fossem imagens de outro mundo. E ainda dizendo que os fiscais estavam dentro dos terminais, que as pessoas reclamassem, também tinha um número da SMTU para reclamações, uma conversa fiada que afronta nossa inteligência. Dá um teeeeempo, Carvaaaaalho!

27 vezes benevolência

Desta vez eu fiz questão de contar. Os vereadores que foram a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) utilizaram, durante seus discursos, 27 vezes a frase “conto com a sua benevolência presidente”. Todas as vezes é porque o tempo acabava e o vereador ainda tinha assunto pra falar. E, os assuntos eram os mais importantes como o combate a violência sexual, licitações da prefeitura, bolsa idiomas. A questão é que a atual administração da Casa – ler vereador Bosco Saraiva – decidiu mudar a ordem regimental dos trabalhos na Casa. Primeiro vem o pequeno expediente, depois (pasmem) vem a ordem do dia, que  é a discussão e votação dos projetos em pauta, e só depois (pasmem de novo) vem o grande expediente que, por ter um tempo mais longo, era usado pelos vereadores exatamente para discutir as matérias em pauta, ou outros assuntos de interesse das comunidades. Como o grande expediente, atualmente, vem depois da ordem do dia, então ele já não acontece mais, porque é só terminar a votação das matérias para o presidente encerrar a sessão. No pequeno expediente, com tempos de dois ou três minutos pra cada vereador, não dá pra fazer debate algum, não é mesmo? E olha que até mesmo a origem da palavra Parlamento reporta-se ao ato de falar (parlar). Hoje, para os vereadores ainda conseguirem defender seus posicionamentos, explicar alguma questão, cumprir suas funções como parlamentares, só apelando pra bondade de quem está presidindo a mesa. Por isso, que a cada vereador que vai a tribuna,  se houve repetidas vezes a mesma frase: “conto com sua benevolência presidente”. Isso me fez lembrar de um grande amigo, um homem digno e justo, que dizia: “onde há muito a necessidade de bondade é porque está faltando a prática da justiça. Concordo com ele!