Temos que arrancar os monstros dos seus esconderijos!

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Eles não estão apenas debaixo das camas, povoando a imaginação e o terror de tantas crianças. Esses monstros que roubam a infância de meninos e meninas no Brasil e que provocam dor e sofrimento que podem durar por toda uma vida estão por toda a parte. Mas há um esconderijo predileto desses monstros que, para nossa tristeza e revolta, infelizmente coincide com o lugar onde essas crianças vivem e onde deveriam se sentir protegidas. E é desses esconderijos que precisamos arrancá-los.

Alguém deveria ter conseguido arrancar o monstro de dentro da casa da menininha, abusada desde os seis anos de idade, grávida com apenas dez anos. Uma criança gerando uma outra criança, fruto de uma monstruosidade. Uma criança que nem estrutura física tem para gerar um bebê e que poderia morrer na hora do parto.

E como se não bastasse ainda foi vítima de uma outra monstruosidade cometida por fanáticos religiosos – sem contar com a mulherzinha ridícula que adora aparecer Sara Winter – que dizem defender a vida, que ainda está começando a ser gerada. E a vida da menina quem vai defender? E quem apareceu para defendê-la todas as vezes que o monstro a atacou?

Caso parecido é o das garotas do município de Presidente Figueiredo, uma atualmente com 17 anos e outra com 19 anos, cujo caso só veio a público porque um rapaz foi acusado do estupro de uma delas, que está grávida. O Radar começou a contar essa história após denúncia de um morador do município de que o rapaz estava sendo acusado injustamente e que, na verdade, o estuprador era o padrasto das duas garotas.

O Radar esteve lá em Figueiredo no dia do depoimento do rapaz na delegacia. Após investigação, segundo o delegado do município, as duas garotas acabaram contando todos os abusos pelos quais passaram desde os oito anos de idade, sendo torturadas e ameaçadas de morte. Agora até mesmo as filhas genéticas do monstro, garotas que moram em outro Estado, dizem ter sido estupradas por ele também.

Como não apareceu nenhum desses servos de Deus que dizem defender a vida para arrancar esse monstro do seu “esconderijo”? Como uma comunidade deixa que crianças passem por esse “calvário” durante anos? O repórter do Radar descobriu que muita gente sabia dos abusos sofridos por estas garotas, mas diziam temer o estuprador.

Ninguém nega ter medo dos monstros, mas precisamos enfrentá-los! Precisamos arrancá-los debaixo das camas das nossas crianças ou de qualquer outro lugar onde estejam. E quem sabe fora dos seus esconderijos eles nem se pareçam com monstros, sendo somente homenzinhos nojentos, ridículos e covardes.