Tenente da PM agride, chama de vagabundo e põe no camburão cinegrafista da TV Band

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Cenas explícitas de despreparo policial, com atitudes de desequilíbrio emocional e truculência (ver fotos) foram vistas nesta quinta-feira (27) durante uma ocorrência policial para investigar o duplo homicídio de um casal ocorrido na Avenida Carvalho Leal, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. O tenente da Polícia Militar, Carlos Eduardo Esteves Vedor, deu um golpe de estrangulamento no cinegrafista da TV Band, Jackson Rodrigues, o jogou no chão e o arrastou até o camburão, jogando-o na cela – demonstração de grande coragem do tenente, não é mesmo, prender um indivíduo tão perigoso como um cinegrafista armado apenas com uma câmera de TV. Jackson foi posto no camburão aos berros de “vagabundo” ditos pelo tenente. Nenhum dos colegas de farda do tenente Carlos Eduardo Esteves Vedor fez sequer um movimento para livrar o cinegrafista Jackson Rodrigues das agressões do policial. O resultado de tal ação do tenente é que Jackson apresenta diversas escoriações pelo corpo, inclusive com marcas do estrangulamento no pescoço. O equipamento que estava sendo usado pelo cinegrafista foi quebrado durante as agressões. A alegação para tal atitude do tenente foi que o cinegrafista teria invadido a área onde ocorreu o crime que, diga-se de passagem, era no meio da rua. O Radar teve informações que cenas feitas pelo próprio cinegrafista demonstram que o tenente ultrapassou a área delimitada pelas fitas da polícia que isolavam a área do crime e veio agredi-lo fora desse espaço, ou seja, isso prova que Jackson não invadiu área proibida – essas cenas já estariam disponíveis e o Radar fará questão de colocá-las no ar.

Informações de colegas da imprensa que estavam no local dão conta que o cinegrafista Jackson Rodrigues chegou a pedir seus remédios para problemas de pressão que se encontravam em sua bolsa, mas os policiais militares não permitiram. O tenente Carlos Eduardo se limitou em trancar o cinegrafista no camburão e levá-lo preso. Os policiais militares ameaçaram prender outros profissionais de imprensa que estavam registrando a prisão arbitrária do cinegrafista. Eles levaram Jackson preso para o 1° DIP onde os repórteres, cinegrafistas e fotógrafos fizeram um ato de repúdio contra as agressões e a prisão arbitrária de Jackson Rodrigues.

O Sindicato dos Jornalistas está entrando com representação junto à Corregedoria da Polícia Militar e pretende levar o caso ao conhecimento do Governador. (Any Margareth)

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