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Terceirizados da Saúde fazem protesto em frente ao 28 de Agosto por falta de pagamentos dos salários (ver vídeo)

Os servidores terceirizados que atuam em hospitais do Amazonas fazem uma manifestação, na noite desse domingo (03), em frente ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na zona Sul, por falta de pagamento dos salários desde outubro de 2018.

De acordo com relatos de trabalhadores no local, há servidores sem salário a mais de cinco meses. Além dos salários atrasados, os servidores reivindicam melhores condições de trabalho e, inclusive, material para atendimento médico-hospitalar.

“Nosso compromisso é com os trabalhadores. Queremos um Estado que funcione. O senhor veio e disse que ia fazer a mudança, mas queremos que o senhor tenha condições de fazer”, disse o representante da União Geral dos Trabalhadores (UGT), no local.

Uma médica, identificada como Cláudia, disse que atende no Hospital 28 de Agosto e, mesmo sem insumos e salários, continua trabalhando no local.

“Governador, queremos trabalhar, mas não temos condições de trabalho, não tem insumos, não tem remédios, como iremos trabalhar?”, questionou.

Os servidores informaram que estão trabalhando, mesmo com os salários atrasados, mas há casos em que não há como atender os pacientes pela falta de insumos nas unidades de Saúde.

“Nós somos médicos e aprendemos a garantir a vida, não aprendemos a fazer política. Espero que o governador tenha consciência e negocie conosco. A desculpa que vem do governo é mentira. Ele se propôs a assumir as dívidas, mas continuam nos devendo. Tem colegas nossos que devem condomínio, que já estão no cheque especial, que estão fazendo empréstimos para conseguir comer”, disse um dos manifestantes.

O presidente da Sociedade Amazonense de Ortopedia, ortopedista Eduardo Abreu, disse que os ortopedistas travam uma batalha com o Governo para tratar os pacientes com traumas ortopédicos. “Só pedimos dignidade para trabalhar”, disse.

Uma pediatra informou que está desde setembro de 2018 sem receber os salários e que aguardará por mais dois meses, porque fez um empréstimo para se manter, antes de parar as atividades.

“O governador tem comida na mesa. Eu não tenho. A luz dele está paga, a minha não está. Eu sou pediatra, chego para atender e não tem um remédio para vômito nos hospitais de Manaus. Essa semana atendi uma criança e a mãe disse: ‘Doutora, minha filha está vomitando’ e eu vou fazer o que se não tem remédio no hospital?”, disse a médica.

De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) informou que das quatro faixas de trânsito da Avenida Mário Ypiranga, apenas uma está disponível para fluxo de veículos. Segundo o Manaustrans, a manifestação iniciou às 18h.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que “respeita o direito a livre manifestação dos trabalhadores”, mas só na sexta-feira (1º) a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) iniciou a liberação de parte dos pagamentos.

Apoio

Um paciente que estava sendo atendido no Hospital 28 de Agosto foi até a manifestação declarar apoio aos médicos e servidores terceirizados. “Estou esperando uma cirurgia e não há material para que o médico faça a minha operação. Governador, ajude os médicos a trabalhar”, disse.

Campanha

Pelas redes sociais, desde a última quinta-feira (31), os servidores terceirizados da Saúde iniciaram uma campanha intitulada “Luto pela Saúde” por conta da falta de pagamentos dos salários. Entre os que reivindicam há médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, seguranças, auxiliares de serviços gerais e técnicos.

Veja o vídeo da manifestação em frente ao Hospital 28 de Agosto: