Tio é condenado a 17 anos de prisão por estuprar e matar sobrinha em Manaus

Os medicamentos encontrados na casa do acusado, teriam sido desviados do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde ele trabalhava como técnico de enfermagem

Foto 1: arquivo pessoal. Foto 2: Alailson Santos / Polícia Civil

O homem identificado como Anderson Magno Barros da Silva, foi condenado a 17 anos de prisão pela morte da sobrinha, Aline Alves de Melo, de 14 anos, que aconteceu no dia 5 de outubro de 2019, quando o próprio tio teria dopado e abusado da menor. 

A sessão de julgamento ocorreu no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, e foi presidida pela juíza de Direito Patrícia Macedo de Campos. A promotora de justiça Carolina Monteiro Chagas Maia atuou pelo Ministério Público do Estado do Amazonas. O advogado Benedito de Oliveira Costa atuou na defesa do réu.

O crime teria ocorrido entre as 22h30 do dia 5 de outubro e 00h30 do dia 6 de outubro de 2019,  quando o homem que é técnico de enfermagem, injetou medicação com efeito dopante em Aline, com a intenção de praticar os abusos.

Durante o depoimento, Anderson assumiu o risco de causar a morte da vítima, pois a medicação ministrada somente poderia ser utilizada por profissionais médicos e em ambientes hospitalares. Com a sonolência da sobrinha por conta a da medicação, o homem teria se aproveitado da situação e teria praticado estupro. A menina amanheceu sem vida na cama e aonde ela dormia, havia manchas de sangue.

As investigações apontaram, que os medicamentos encontrados na casa do acusado, teriam sido desviados do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde ele trabalhava como técnico de enfermagem.

Durante a apuração, os votos do Conselho de Sentença, os jurados,  resolveram desclassificar o delito de homicídio qualificado para o de homicídio na sua forma culposa. Com isso, o réu foi condenado nas penas previstas no art. 121, parágrafo 3.º; art. 217-A, parágrafo 1.º e art. 312, todos do Código Penal.

Com a condenação, a pena ficou em 17 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Aplicada a detração penal relativa ao período de prisão provisória já cumprida pelo acusado (no período de 06/10/2019 até a presente data), totalizando 2 anos, 8 meses e 23 dias, a pena restante a cumprir ficou em 14 anos, três meses e sete dias de reclusão.

A magistrada que presidiu a sessão também decretou a perda do cargo que o réu ocupava no Estado do Amazonas na função de técnico de enfermagem. Da sentença ainda cabe apelação.