Trabalhadores culpam empresários que, por sua vez, culpam a Prefeitura e o povo, mais uma vez, é quem pagou de culpado

Terminal da cachoeirinha

Ontem, quarta-feira, 9 de dezembro, foi mais um daqueles dias de sofrimento para o povo de Manaus. O que se via pelas ruas da cidade eram paradas superlotadas, gente que esperava ônibus por horas, num calor sufocante, rostos cansados, pessoas aparentando estar à beira do desespero. E, enquanto isso, numa sala climatizada, o prefeito de Manaus, Artur Neto, junto com empresários e rodoviários, estavam reunidos em mais uma daquelas reuniões em que se resolve o problema momentaneamente, mas não definitivamente.

Os trabalhadores do transporte público dizem que cruzaram os braços porque estão, mais uma vez, com salários atrasados. Os donos de empresas de ônibus dizem que não pagam os trabalhadores porque a Prefeitura de Manaus, há sete meses, não repassa o subsídio do transporte coletivo, cerca de R$ 1 milhão por mês que sai dos cofres públicos para garantir que os “competentíssimos” empresários do transporte coletivo não vão à falência – e continuem com direito aos finais de semana de ir dar uma relaxada em alguma praia do Nordeste. E o povo, que paga uma tarifa cara para um transporte péssimo, além de ver o seu dinheiro ser repassado para empresários, paga com sofrimento pela culpa dessa gente!

protesto estudantesTucanagem

Isso é tucanagem! – expressão criada para classificar atos antipáticos cometidos por administradores do PDSB. Qualquer semelhança com sacanagem não é mera coincidência. Essa expressão é dita com muita frequência pelos estudantes de São Paulo que andam às turras com o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin por causa da tal de reorganização da rede estadual de ensino que provoca entre outras medidas o fechamento de escolas.

E se tem tucanagem lá, também tem tucanagem por aqui, já que em Manaus, o também tucano prefeito Artur Neto, vai fechar nove escolas, numa reorganização da rede de ensino municipal onde mais importante que ter salas de aula com menos alunos e melhorar o aprendizado, é fazer uma “comemorada” economia de R$ 7 milhões. Isso é muita tucanagem!