Trabalhadores da Construção Civil anunciam paralisação para esta terça feira

Pelo menos 30 mil trabalhadores da construção civil vão cruzar os braços em Manuas, nesta terça-feira (22), em um ato de protesto reivindicando um reajuste salarial real de 10%, além de pedirem garantias como a cesta básica, vale transporte e, o plano de seguro de vida. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracomec), Cicero Custódio, os trabalhadores estão em campanha salarial desde o mês de junho de 2017, e o sindicato patronal não atendeu a pauta de reivindicações do setor.

“Essa indiferença das empresas, em melhorar as condições salariais e de trabalho dos seus colaboradores, contraditoriamente, acontece num momento de retomada do crescimento dos negócios no seguimento da construção civil, no Amazonas”, disse.

Custódio disse ainda que os trabalhadores vão se reunir nas proximidades do Hospital 28 de Agosto, na avenida Mário Ipiranga (antiga Recife), Adrianópolis. Eles farão uma Assembleia para definir as futuras ações de protestos e acordos salariais. Cicero destacou que a greve geral pode se estender até o fim desta semana senão houver um consentimentos entre as partes.

“Vai além dos salários, pois, as empresas querem tirar a cesta básica, e implantar a lei do banco de horas tirando dias trabalhados dos funcionários. Vamos fazer greve e estender por mais dias se eles não nos atenderem”, comentou.

Com data base estabelecida em 01 de julho, as negociações entre os sindicatos laboral e patronal não chegaram a um acordo sobre as reivindicações relacionadas ao reajuste de 10%, aumento real e outras pautas sociais. “Ao contrário, os patrões ainda ameaçam  retirar direitos e garantias já consolidados nos acordos coletivos anteriores, como a cesta básica, vale transporte, além de congelarem o plano de seguro de vida dos trabalhadores”, afirma o sindicalista.

O Sintracomec entrou com o pedido de dissídio coletivo, junto à Justiça do  Trabalho, visando preservar a data base da categoria,  ao mesmo tempo que permaneceu com as negociações com junto ao sindicato patronal. “Diante da intransigência e da falta de sensibilidade dos patrões, que se negam a reajustar os salários e  ameaçam retirar conquistas, aos cerca de 30 mil trabalhadores,  não restou outra alternativa senão paralisar as atividades nos cerca de setenta canteiros de obra de Manaus”, concluiu.