Anúncio Advertisement

Trabalhadores da construção civil fazem greve, patrões marcam reunião

Os trabalhadores do setor de construção civil realizaram uma greve geral, nesta terça-feira (22), reivindicando um reajuste salarial de 10%, além de garantias de benefícios como a cesta básica, vale transporte e, o plano de seguro de vida.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracomec), Cicero Custódio, afirmou que a manifestação foi positiva e a categoria conseguiu marcar uma reunião na próxima quinta-feira (24), com os empresários. Conforme Custódio, se os patrões não oferecerem uma proposta aceitável para a categoria, os trabalhadores realizarão uma nova greve geral na próxima segunda-feira (28).

“Os trabalhadores estão em campanha salarial desde o mês de junho de 2017, e o sindicato patronal não atendeu a pauta de reivindicações do setor. Vamos continuar lutando pelos nossos direitos”, disse.

Os pontos de protesto ocorreram no bairro Cidade Nova, no Distrito Industrial, Ponta Negra e na avenida Recife, onde o trânsito ficou congestionado por três horas nesta manhã.

Em nota, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (SINDUSCON-AM), Frank do Carmo Souza, lamentou o os transtornos causados no trânsito da cidade e afirmou que concedeu e já repassou aos trabalhadores a reposição integral de 2,55% das perdas
inflacionárias referentes ao período de julho de 2016 a junho de 2017 – deixando que a
revisão de cláusulas negociadas seja feita em outro momento econômico.

“As empresas do setor seguem em lenta recuperação, e ainda sentem os reflexos da crise econômica; Contrariando toda a realidade, o Sintracomec impõe condições de reajuste de 10%.
Impõe, ainda, a contratação de serviços em prejuízo da própria categoria, como o auxílio funeral, que incidirá em desconto no salário de todos os trabalhadores, sendo que esse
benefício já está incluído no seguro de vida.

Estando a matéria submetida a análise do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região
(TRT11), em dissídio judicial, qualquer manifestação paredista é irregular e, portanto, acarretaria mais prejuízos ao trabalhador”, disse a nota.