Trabalhadores da construção civil cruzam os braços em Manaus nesta sexta-feira (13)

Um grupo de trabalhadores da construção civil do Amazonas protestam na manhã desta sexta-feira (13), pelas principais vias de Manaus. O bloqueio começou na Avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, zona centro-sul e segue para a avenida Djalma Batista. A categoria protesta por melhores condições de trabalho e a permanência de benefícios como vale transporte e cesta básica, além do cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CLT), cujas negociações se arrastam desde julho de 2017.

Com a manifestação, os trabalhadores pretendem chamar atenção do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Sindicato Patronal (Sinduscom-AM) visando a garantia dos direitos trabalhistas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Montagem e Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-Am), aproximadamente dez mil funcionários paralisaram as atividades em todos os canteiros de obras da cidade.

De acordo o presidente da entidade, Cícero Custódio, o ato é legítimo e defende os direitos dos trabalhadores previstos na Constituição Federal. “Os trabalhadores estão sentindo os prejuízos no bolso com as medidas da reforma trabalhista, que só veio tirar os direitos conquistados há 70 anos. Os patrões querem retirar do trabalhador o direito de receber benefícios básicos como vale transporte, cesta básica, férias e plano de saúde”, destacou Cícero.

A Lei 13.467 da reforma trabalhista começou a valer desde o dia 11 de novembro de 2017. A medida mudou a legislação trabalhista como horas extras, jornada de trabalho e parcelamento das férias em até três vezes.

Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscom-AM) informou que, em meio a processo de finalização de um acordo parcial que resolveria mais de 80% dos pontos em discussão no dissídio judicial apresentado pelo Sintracomec, recebeu com surpresa e indignação comunicado de ameaça de paralisação dos trabalhadores da construção civil.

O Sindicato disse considerar lamentável a declaração de paralisação fora dos permissivos legais embasada na inverídica alegação de impasse nas negociações extrajudiciais.

Ainda na nota, a entidade disse reforçar seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do Amazonas e que espera na justiça a definição sobre as regras coletivas. E que em razão disso convoca a todos os trabalhadores que compõem os quadros das empresas associadas a se manterem trabalhando e assim protestar contra os oportunistas que utilizam-se da boa fé de seus associados para atendimento de seus próprios interesses políticos.