Trabalhadores da saúde e idosos a partir de 70 anos diminuem a procura pela vacina contra Covid-19 em Manaus

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Está baixa a procura pela vacina nos postos montados na capital pelos grupos prioritários, formados por trabalhadores da saúde e idosos a partir de 70 anos. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa). Nessa terça-feira (17), foram aplicadas somente 1.728 doses do imunizante.

Segundo dados da Secretaria da Saúde do estado, 63.317 profissionais da saúde deveriam ser vacinados em Manaus, porém somente 52.573 receberam o imunizante, o que representa 83% do público alvo.

Aos Idosos acima de 80 anos, 20.259 tinham de receber a dose, porém somente 17.196 receberam a vacina, ou seja, 84% do público alvo. Entre os idosos de 75 a 79 anos, 14.903 receberam a dose dos 18.637 que deveriam ser vacinados, o que significa 80% da meta.

Quando se consideram idosos entre 70 e 74 anos, o número de vacinados é ainda menor. Somente 23.720 receberam a dose, entre os 31.087 que deveriam ser contemplados, ou 76,3%.

A Prefeitura afirma que não vai, por enquanto, fazer busca ativa, mas somente a convocação de quem ainda não foi receber o imunizante, o que preocupa pois alguns desses cidadãos não vacinados podem não ter acesso à transporte. A meta seria atingir no mínimo 90% dos grupos.

Apelo

 O vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, explica que a vacina é extremamente segura e faz um apelo para que a comunidade vá se vacinar.

“Precisamos nesse momento, em nome de todos nós, diminuir a circulação do vírus para que a gente consiga ter mais tranquilidade do ponto de vista comunitário e cada um de nós estar protegido com a dose da vacina que estiver disponível”, afirmou. “A vacinação é um ato de amor para si mesmo e um ato de amor coletivo. A gente precisa pensar nos outros quando está se vacinando”.

O pesquisador explicou que há somente duas formas de diminuir a transmissão do vírus: com as medidas de distanciamento, incluindo utilização de máscara e lavagem das mãos, ou com a vacinação.

“Por um bom tempo, nós vamos precisar das duas formas, porque ainda vai demorar bastante a termos a vacinação em níveis que vão conseguir controlar a transmissão do vírus na comunidade. Então, é extremamente importante nesse momento a adesão à vacinação”, afirmou.

(*) Com informações da assessoria