Trabalhadores farão manifestação nesta sexta (22) contra Reforma da Previdência

Trabalhadores de Manaus farão, nesta sexta-feira (22), uma manifestação contra a Reforma da Previdência do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a partir das 15h, na Praça da Polícia, no Centro da capital. A mobilização faz parte de um ato nacional é está sendo convocada por centrais sindicais, organizações e movimentos sociais. A categoria não descarta a possibilidade de uma greve geral caso a reforma seja aprovada.

“A nossa intenção é sensibilizar a população sobre as reais consequências da Reforma da Previdência que não é tão simples como o Governo diz. Essa propaganda de que vai acabar com os privilégios é na verdade uma punhalada nas costas do povo que sustenta esse País, uma vez que vai atingir os trabalhadores e os aposentados mexendo nos seus benefícios”, afirmou a presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) no Amazonas, Isis Tavares.

Segundo ela, a concentração será na Praça da Polícia, de onde o movimento deve seguir em passeata pela Avenida Sete de Setembro até a Praça 15 de Novembro, em frente a  Catedral da Nossa Senhora da Conceição (Igreja da Matriz). No mesmo dia, pela manhã haverá panfletagem de todas as categorias na Bola da Suframa, na zona Sul. 

“Isso será só o início porque vamos continuar realizando seminários e debates sobre o perigo se a reforma for aprovada. A intenção é toda semana se reunir em um sindicato para traçar um calendário com as atividades”, explicou Isis Tavares.

Resistência

Reforçando o tom de resistência da categoria, o secretário de organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Berenício Lima, explicou que a manifestação foi resultado de uma reunião das centrais sindicais, realizada na última terça-feira (19) no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Material Plásticos de Manaus e do Amazonas (Sindplast-AM), na zona Sul. Na ocasião, também participaram das discussões universitários, comunidades populares e igrejas.

“No dia, a Polícia compareceu no Sindicato pedindo informações sobre o ato. A impressão é de que estão nos vigiando com o intuito de intimidar, como era feito na época da ditadura. Mas isso não vai acontecer porque estamos lutando pelo direito dos trabalhadores de se aposentar com dignidade”, comentou Lima. “E isso é a preparação de uma greve geral contra a reforma da Previdência, caso ela seja aprovada”, completou.

A categoria é contra a proposta de Reforma da Previdência do Governo que eleva as idades mínimas de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres e estabelece o mínimo de 20 anos de contribuição. A Reforma também acaba com as aposentadorias por tempo de contribuição, após um período de transição. Para ter direito ao benefício integral, por exemplo, será preciso contribuir por 40 anos.