Transporte público quase volta a normalidade, mas rodoviários param novamente

 

Parecia até que tudo iria voltar a normalidade, na manhã dessa sexta-feira (1) ao ver muitos veículos do transporte coletivo trafegando pela cidade. Isso levava a crer que os sindicatos, tanto dos empresários do transporte coletivo, quanto dos rodoviários tinham decidido cumprir a decisão judicial proibindo a greve, sob pena de multa de R$ 100 mil e o uso de força policial para fazer os ônibus circularem. Mas, de repente, os motoristas e cobradores paralisaram novamente o transporte público.

Os motoristas e cobradores foram parando os ônibus, um atrás do outro, e abandonando os veículos. Centenas deles ficaram enfileirados por toda a extensão do Terminal de Integração 1 e da Avenida Constantino Nery, no Centro. O bloqueio também aconteceu na Avenida Leonardo Malcher, onde duas faixas foram ocupadas pelos rodoviários. Por conta da paralisação, os passageiros foram obrigados a descer e completar o percurso a pé até o centro da cidade.

Segundo um motorista que não quis se identificar, a paralisação é em protesto pelo não pagamento do reajuste salarial, e faz parte do ato de greve que já dura quatro dias na capital. A interdição no local deixou o tráfego de veículos lento, o que resultou em um grande congestionamento no entorno do T1.

Vale lembrar que a paralisação desobedece a Justiça do Trabalho, que julgou a greve ilegal e já aumentou de R$ 200 mil para R$ 300 mil a multa por hora parada. A decisão foi em favor do Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram). A Prefeitura de Manaus também ingressou com ações contra os sindicatos dos empresários de transporte coletivo e dos rodoviários. A justiça determinou que as entidades fizessem o sistema de transporte público voltar a normalidade nesta sexta.

“Nós cumprimos essa determinação e quase 90% da frota saiu das garagens, mas resolvemos parar no Centro para reforçar o protesto pelo reajuste salarial e dissídio coletivo de 2018/2019”, explicou um dos motoristas.

Mas após quatro horas paralisados, os rodoviários encerraram a interdição e segundo informações dos próprios motoristas, eles seguiram de volta para as garagens das empresas com intenção de paralisar 100% da frota​​.