UBS Fluvial inicia primeira missão de 10 dias pelo rio Amazonas

A primeira unidade fluvial já está percorrendo a calha do rio Amazonas para atender, ao menos 30 comunidades ribeirinhas. O início da atividade da Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF), Dr. Antônio Levino, que vai durar 10 dias, foi nessa quarta-feira (4). Ela vai levar todos os serviços oferecidos pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), com o atendimento básico de consultas médicas, exames, farmácia, vacinação e atendimento odontológico. A unidade é uma UBS tipo 2, o que significa duas equipes de Estratégia da Saúde da Família.

Durante esses dez dias, a UBSF Dr. Antônia Levino, vai fazer seis paradas em bases de referência da Semsa no rio Amazonas, nas comunidades de Aruaú, Caramuri, Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, Nossa Senhora do Carmo, Bom Sucesso do Tabocal e Guajará. A outra UBSF Dr. Ney Lacerda, tem previsão para iniciar a missão no próximo dia 23. A partir do mês de agosto, as duas unidades permanecerão 20 dias nas comunidades, triplicando a oferta de serviços de saúde para a população ribeirinha.

Embarcadas na primeira missão está uma equipe de 22 pessoas, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e laboratório, dentista e farmacêutico que compõem o corpo técnico e sete pessoas da tripulação. As duas Unidades Básicas de Saúde Fluviais deverão atender a 16 mil pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas que estão na área de abrangência de atendimento da Prefeitura de Manaus.

“É com muita satisfação que acompanho o início da primeira missão da UBSF Antônio Levino. É um momento histórico. A unidade sai hoje (ontem), preparada com equipamentos de ponta para realizar os atendimentos com eficiência, levando saúde à população ribeirinha de Manaus. Com essa primeira viagem, vem também a ansiedade. São muitos os detalhes que precisam ser acompanhados. É essencial ouvir a equipe que está embarcada, para que possamos melhorar cada vez mais a própria condição de trabalho da equipe e o atendimento prestado”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, a respeito da expectativa em relação a nova fase de atendimentos a às comunidades ribeirinhas.

As duas unidades custaram, aproximadamente, R$ 5 milhões – R$ 2,5 milhões, cada – e foram financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 80% e pela Prefeitura de Manaus em 20%.