UEA e Susam implantam ambulatório especializado em diversidade sexual

Uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) resultou na implantação de um Ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero – Processo Transexualizador, especializado no atendimento humanizado às pessoas transexuais, travestis e mulheres lésbicas. A Policlínica Codajás está localizada na avenida Codajás, nº 26, bairro Cachoeirinha, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Coordenado pelos professores da UEA Dária Neves e Denison Aguiar, o projeto faz parte do programa Rede de Combate à Lesbofobia, Homofobia, Bifobia e Transfobia (LGBTfobia) “+” (Propaz-UEA).

“O ambulatório é resultado, inicialmente, dos esforços dos cursos de Direito e Medicina, visando a garantia do direito à saúde de transgêneros, travestis e mulheres lésbicas, além da institucionalização e habilitação do ambulatório”, explicou Aguiar.

Ainda de acordo com o professor, a iniciativa teve repercussões nacionais e internacionais, o que ocasionou novas parcerias com importantes instituições, como o Hospital Israelense Albert Einstein, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Illinois University, Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Ministério Público do Estado Amazonas (MPE-AM).

O ambulatório também foi protagonista em vários projetos do Programa de Iniciação Científica da UEA aprovados pelo Comitê de Ética e Pesquisa da universidade. “Levamos esse projeto para o serviço de residência médica em Ginecologia e Obstetrícia da UEA, para a formação médica em atendimento à população trans – hormonioterapia. Essa união entre o Direito e a Medicina proporcionou o diálogo devido com os movimentos sociais LGBT”, enfatizou a professora Dária.

Renascimento

Após anos procurando respostas sobre a verdadeira identidade, Sthephanny Sampaio, 42, encontrou no Ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero – Processo Transexualizador a oportunidade de uma vida nova.

“Não estava satisfeita até mesmo no período de transição, quando eu tomava hormônios femininos. O ambulatório veio no sentindo de me ajudar com orientações sobre exames, hormônios adequados e em tantas outras situações. Como me sinto hoje? Sinto-me mulher”, relatou a usuária.

Totalmente realizado e completo com a nova vida conquistada após a transição, Yuri Cavalcante, 27, hoje ajuda e encaminha outras pessoas para o ambulatório para que elas possam ter a mesma felicidade de viver, sem qualquer discriminação, a liberdade da sua redesignação sexual.

“Antes de começar o tratamento hormonal me sentia um incompleto, mas quando realizei a mastectomia certamente a felicidade foi maior. O ambulatório foi essencial quando, com o passar do tempo, fui notando as mudanças físicas, mas já estava trabalhando isso internamente há um bom tempo, pois acredito que o amadurecimento espiritual é sempre gratificante. Hoje, ajudo outras pessoas a encontrarem esse mesmo caminho”, afirmou Yuri.

Com informações da assessoria da UEA