Ufam desenvolve pesquisa nacional sobre Atenção Primária à Saúde

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A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) firmou um termo de adesão com a Universidade de Brasília (UnB) para a realizar uma pesquisa ‘Análise das práticas de Enfermagem no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS).

O estudo abrange 108 municípios da federação, distribuídos nos 26 estados e Distrito Federal, e visa compreender as práticas profissionais dos enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde no Brasil. A previsão é que os resultados sejam publicados no primeiro semestre de 2021.

A pesquisa é financiada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e no Amazonas é coordenada pela docente da Ufam, Nair Chase da Silva, e tem a participação de alunos da Pós-Graduação e Graduação da EEM e também de representante do Conselho Regional de Enfermagem (COREN/AM).

Os objetivos da pesquisa são caracterizar o perfil profissional e demográfico dos enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde no Brasil; contextualizar os cenários de atuação dos enfermeiros de acordo com o porte do município; descrever as práticas desenvolvidas pelo enfermeiro na Atenção Primária em Saúde e correlacionar as práticas do enfermeiro com o perfil e o cenário de atuação em diferentes regiões brasileiras; analisar a convergência entre as práticas desenvolvidas pelos enfermeiros e as práticas avançadas e ampliadas de Enfermagem.

De acordo com a coordenadora estadual do estudo, professora Nair Chase da Silva, a Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada do sistema de saúde brasileiro e na medida em que práticas avançadas de enfermagem são adotadas, há maior resolutividade do sistema e uma otimização nos resultados, na celeridade nos procedimentos, na melhor resposta às demandas da população e  maior satisfação do usuário dos serviços de saúde.

“O estudo vai apontar as práticas de enfermagem desenvolvidas pelo enfermeiro em todo o território nacional. Isso é importante porque dadas as dimensões geográficas e os contextos diferenciados do nosso país essas práticas variam quanto ao grau de complexidade”, explica.

Além disso, a pesquisadora lembra da necessidade da ampliação dos estudos científicos que permitam descrever as práticas avançadas  e ampliadas de Enfermagem no Brasil.

“As práticas avançadas e ampliadas já vêm sendo adotadas em vários países das Américas e Europa com forte estruturação na formação dos futuros enfermeiros e dos que já estão no exercício da profissão e reconhecimento de sua resolutividade. No Brasil, os estudos ainda são incipientes, carecendo um estudo de linha de base que indique quais são as práticas de enfermagem desenvolvidas na APS e em que medida se caracterizam como avançadas e ampliadas. É importante que a enfermagem brasileira conheça essa realidade a fim de promover os avanços necessários à melhoria do exercício da profissão e seu reconhecimento. Isso resultará na elevação da qualidade dos serviços de enfermagem/saúde prestados à população”, disse .

(*) Com informações da assessoria da Ufam