Um ato tão vergonhoso que mais parecia fake News!

É tão inacreditável que eu cheguei a pensar que era fake news! Mas, onde já se viu a Justiça ter que obrigar o governo do Brasil a tomar medidas urgentes e eficazes para conter um desastre ambiental como esse que está ocorrendo no nordeste do Brasil onde as manchas de óleo se alastraram pelas praias.

Isso é moralmente, legalmente e até economicamente vergonhoso, num país em o Turismo teve uma contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de US$ 152, 5 bilhões e gerou postos de trabalho para 6,9 milhões de pessoas.

Mas, infelizmente a matéria era a mais completa verdade. Isso aconteceu no estado de Pernambuco, onde o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma Ação Civil Pública contra o Governo de Messias Bolsonaro. A Justiça Federal concedeu uma liminar dando um prazo de 24 horas para que o Governo Federal implementasse uma série de medidas para recolher o óleo que atinge o litoral sob pena de ter que pagar multa diária de R$ 50 mil.

E enquanto se vê o absurdo de precisar de uma liminar para que o Governo Federal cumpra com sua obrigação, órgãos municipais e estaduais e uma multidão de voluntários faziam um trabalho hercúleo de retirar mais de trinta toneladas de óleo das praias de Pernambuco e mais de seiscentas toneladas do litoral nordestino, até agora.

Pessoas do Brasil e do mundo têm se consternado ao ver animais marinhos, como tartarugas e golfinhos, mortos, asfixiados por uma camada espessa de óleo. Mas isso parece não fazer a menor diferença para Messias Bolsonaro.

Ele não fica só no discurso contra ambientalistas, órgãos ambientais e em defesa do uso indiscriminado das riquezas naturais e do extrativismo desenfreado, mesmo em terras indígenas. Sob justificativa de fazer economia não se sabe de quanto e nem com o quê, Messias Bolsonaro sem dar maiores explicações, acabou com os conselhos previstos pela Política Nacional de Participação Social (PNPS) e pelo Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), programas criados pela ex-presidente Dilma Rousseff que proporcionava participação da população nas políticas públicas.

Na esteira da extinção dos conselhos, foram extintos dois comitês que integravam o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), o que muitos consideram que causou o atraso nas ações e a desorganização no combate a poluição das praias do nordeste por óleo.

E o presidente Messias Bolsonaro, que faz pregação contra a preservação do meio ambiente e acaba com mecanismo, como o PNC, de combate a degradação dos recursos naturais, agora faz que nem Pôncio Pilatos e lava as mãos para o que está acontecendo nas praias do nordeste – ou nas praias dos Paraíbas, como ele gosta de chamar jocosamente os nordestinos. E até para uma simples medida de colocar barreiras de contenção para impedir o óleo de atingir, por exemplo, recifes de corais, tem-se que buscar uma decisão judicial.

E enquanto isso vamos morrendo de vergonha de um presidente que é enojado por grande parte do Brasil e quiçá do mundo.