Uso da polícia em campanha: ou Melo está com alguma debilidade mental ou já virou deboche com a nossa cara e com a Justiça

escolta melo

Peço licença aos leitores do Radar para não me ater exclusivamente ao texto técnico-jornalístico, porque chega uma hora que certas situações beiram o absurdo, são uma afronta a nossa inteligência e a nossa paciência. Refiro-me ao fato do governador e candidato à reeleição José Melo, sem a menor desfaçatez, continuar usando viaturas, motos, policiais, todo um aparato da segurança pública do Estado, que deveria estar a serviço da população, em sua campanha política.

Desta vez, cidadãos de Manaus enviaram ao Radar imagens de uma caminhada do candidato – bom lembrar que quando o governador não está em suas funções de Chefe do Executivo ele é um candidato como outro qualquer – José Melo no bairro do Crespo, acompanhado por toda uma estrutura polícial com o uso de equipamentos públicos e de servidores públicos, pagos com dinheiro do contribuinte e, portanto, deveriam estar a serviço da coletividade.

Ouso dizer que, das duas uma, ou o governador Melo está sofrendo de alguma debilidade mental, ou ele acha que pode fazer o que bem entende porque não vai acontecer nada com ele, vai sair impune de tudo que está fazendo. Digo isso porque são as únicas explicações que eu encontro para o governador já ter sido avisado pela Justiça que não pode usar a máquina pública, estar ameçado até de perder o registro de candidatura por conta de denúncia feita pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) por uso da polícia em sua campanha política, e continuar fazendo a mesmíssima coisa, como se não esivesse nem aí para a Justiça, e principalmente para os cidadãos de Manaus.

Se a causa de tanta falta de respeito for debilidade mental, algum tipo de “perda de memória recente” – expressão utilizada no filme Procurando Nemo por uma peixinha(Dory) que só não esquece o próprio nome, fora isso não lembra de nada o que aconteceu em questão de minutos – aí a gente tenta compreender os atos do governador porque é uma questão de doença, está fora do seu controle, né mesmo? Mas se não for isso, já é deboche com a nossa cara e da Justiça do Estado que ele governa. E depois ainda vem gente – Graças a Deus que é um ou outro indivíduo – dizer que persigo, tenho implicância com o governador. Mas, dá pra suportar uma coisa dessas? Me diz que só sou eu que fico indignada com esse tipo de coisa que aí eu me calo, ou melhor, não escrevo mais uma linha sobre essa vergonha. (Any Margareth)

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