Vacinação contra HPV estaria encontrando resistência de certos pais por motivos religiosos

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A Campanha de Vacinação contra o vírus HPV, ainda não teria atingido 100% das meninas de 11 a 13 anos do Estado e, por isso, foi prorrogada até dia 13 de setembro, por conta da obrigatoriedade de que os pais dessas adolescentes deem autorização para que sejam vacinadas, o que não estaria ocorrendo por convicções religiosas. Eles fariam parte de denominações evangélicas fundamentalistas onde a vacinação é encarada como uma “interferência mundana ao templo do espírito santo que é o corpo” ou, em outros casos, como uma aprovação ao sexo livre, e ainda há casos de pais religiosos que acreditam que suas filhas não precisam dessa vacinação porque não terão uma vida sexual ativa antes do casamento. Essa informação não seria de domínio público, e nem o comportamento dos pais dessas meninas sido questionado, porque os políticos e o próprio Governo “pisam em ovos” quando se trata de interpelar e, quem sabe insatisfazer grupos religiosos, perdendo com isso simpatia e, principalmente, votos.

Porém, alguém precisa argumentar com esses pais que o vírus do papiloma humano não é contraído apenas com o ato sexual propriamente dito. O contágio se dá também nas chamadas preliminares ou, sendo mais diretos, basta apenas um “rala e rola” e pode ser contaminado. Basta o reles contato com a mucosa infectada, da mão, da boca, ou dos genitais, para o vírus fazer mais uma vítima. E, tem ainda o fato, de que mesmo suas filhas não tendo uma vida sexual ativa antes do casamento, quem garante que o marido não transmitirá o vírus por ter contraído o HPV em relações sexuais anteriores?

Acima de tudo, conversando com evangélicos, ouvi opiniões do tipo: “Se o homem tem o dom do conhecimento, a capacidade da descoberta de vacinas e tratamentos para males do corpo, ali está a vontade de Deus. Então porque não permitir que esse conhecimento dado por Deus esteja a serviço dos semelhantes?”. Sábias palavras que têm que ser repetidas quantas vezes forem necessárias para que essas meninas tenham o direito da prevenção contra um vírus que é responsável por 70% dos casos de câncer de colo uterino no Brasil. (Any Margareth)