Veja o que pode e o que não pode no dia da votação

Quem for às urnas neste domingo (6) deve ficar atento, pois, a legislação estabelece algumas regras para evitar a manipulação do eleitor no dia da votação. O Radar vai te mostrar o que pode e o que não pode fazer na hora de votar, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conforme os dados do Tribunal, no Amazonas mais de 2,3 milhões eleitores vão às urnas para eleger o novo governador e vice-governador do Estado.

“Se houver necessidade de segundo turno na disputa, entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno, este ocorrerá no dia 27 de agosto. Do total do eleitorado no estado, 1.533.848 cidadãos serão identificados por meio da impressão digital, uma vez que já fizeram o cadastramento biométrico”, informou o TSE.

Pode:

Manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos.

Aos fiscais de partido, nos trabalhos de votação, só é permitido que, de seus crachás, constem o nome e a sigla do partido político ou coligação a que sirvam, proibida a padronização de vestuário.

É permitida a propaganda eleitoral veiculada, gratuitamente, na internet, em sítio eleitoral, blogs, redes sociais ou em outros meios eletrônicos de comunicação do candidato, ou na página eletrônica do partido ou da coligação. Aos eleitores também é permitida a manifestação na internet, por meio dos sítios eletrônicos já citados.

Não pode:

Entre as 2h e 18h de domingo (6), o consumo de bebida alcoólica estará proibido em bares, restaurantes, supermercados, mercearias e estabelecimentos similares, bem como em locais abertos ao público no Estado do Amazonas.

Convocar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da eleição é crime, previsto na Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), artigo 39, parágrafo 5º passível de punição com detenção de seis meses a um ano ou pena alternativa de prestação de serviços comunitários pelo mesmo período, e multa no valor de 5 mil a 15 mil reais.

O uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata; e a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos. O eleitor flagrado praticando tais crimes receberá as mesmas punições.

É vedado, ainda, até o término do horário de votação, qualquer ato que caracterize manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos, tal como a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado.

O uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato também é proibido aos servidores da Justiça Eleitoral, aos mesários e aos escrutinadores, no recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras.

Os fiscais partidários, nos trabalhos de votação, somente podem usar crachás em que constem o nome e a sigla da legenda ou coligação a que sirvam, também sendo vedada a padronização do vestuário.

A eleição suplementar acontecerá porque no dia 4 de maio deste ano, os mandatos do governador do Amazonas, José Melo (PROS), e de seu vice, José Henrique de Oliveira, foram cassados, pelo TSE, por compra de votos na eleição de 2014. Na ocasião, a Corte Eleitoral determinou ao TRE-AM que realizasse nova eleição direta para os cargos.