Velório de mulher trans com gravata e cavanhaque gera revolta em Sergipe

Uma mulher trans de Aracaju foi enterrada pela família como um homem, o que causou indignação a personalidades que lutam pelo movimento LGBTQIA+. Uma foto publicada por amigos nas redes sociais mostra Alana Azevedo, como é conhecida, em um caixão, na segunda-feira (11), trajando camisa, gravata e com um cavanhaque.

A imagem foi captada durante o velório realizado na manhã de segunda-feira na casa da tia de Alana, em Aracaju. À tarde, o corpo foi transportado até o cemitério de Japaratuba, um município com 18 mil habitantes, a 54 km da capital sergipana, onde ocorreu o funeral.

A denúncia foi feita pela vereadora trans Linda Brasil, que também é de Aracaju e a conhecia. Em postagem publicada no Instagram, ela considerou a atitude da família um crime de transfobia.

“Achei um verdadeiro absurdo esse desrespeito para com o que ela foi durante sua existência. Ela era engajada, batalhadora, sempre aparecia na Câmara de Vereadores para buscar soluções e ajuda para os que mais precisavam”, afirmou a vereadora a Universa.