Venezuelanos participam de ação conjunta da Operação Acolhida

As famílias venezuelanas que estão em situação de rua, mendicância e vulnerabilidade social e que ficam nas proximidades da avenida Governador José Lindoso, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul receberam, nessa quinta-feira (19) serviços de cidadania.

Os refugiados foram cadastrados na rede de serviços socioassistenciais e nas demais políticas públicas, para que os seus direitos sejam garantidos. Além disso, a ação buscou verificar se os adultos têm a documentação básica, como identidade, CPF e carteira de trabalho e se as crianças têm registro de nascimento e cartão de vacinas atualizado.

Durante a ação também foram identificadas crianças acompanhadas de seus familiares em situação de mendicância. E após identificação, encaminhadas para os órgãos e instituições que prestarão assistência conforme a necessidade de cada família e indivíduo.

A diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Mirella Lauschner, explicou como funciona a identificação e o mapeamento dessas famílias. “Estamos verificando se a mãe ou pai está no sinal com os filhos porque não conseguiu vaga na escola para matriculá-los ou se não conseguiu se inscrever nos programas sociais como o Cadastro Único, ou não tem documentos. A partir dessa identificação, as equipes de abordagem social dos órgãos envolvidos realizam um mapeamento e uma articulação intersetorial para o encaminhamento das famílias, no intuito de que elas possam ter todos os seus direitos garantidos”, pontuou a diretora.

A ação faz parte da operação Acolhida, realizada pela Força Nacional, em conjunto com representantes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Núcleo de Assistência à Criança e Família em Situação de Risco (Nacer) e Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas).

Monitoramento 

Está sendo realizado um monitoramento das instituições para as quais essas famílias estão sendo encaminhadas. Com a resposta das instituições, será contabilizado o número de famílias atendidas e os dados se elas compareceram ou não ao serviço que foi requerido no momento da identificação.

De acordo com a Semasc, posteriormente, haverá uma ação de retorno com eles para identificar o motivo que levou ao não comparecimento aos órgãos competentes.

(*) Com informações da Semasc