‘Verdades secretas II’ não tem dublê nem prótese e ‘é erótica até em cena de cafezinho’, conta Amora Mautner

Diretora da novela, que estreia quarta-feira (20), conta que criou cenas quentes ao lado das protagonistas e que elenco se entregou: 'Não teve dublê nem prótese, todas as partes do corpo são dos atores'

Agatha Moreira (Giovanna) e Camila Queiroz (Angel). Foto: Fabio Rocha / Divulgação TV Globo

É difícil imaginar um nome melhor para assinar a direção artística da erótica ‘Verdades secretas II’ do que Amora Mautner, definida por atores como “um aquecedor de set”. A primeira novela brasileira feita originalmente para o streaming, que retrata o submundo escondido sob o glamour da moda, do luxo e do poder, estreia quarta-feira (20), no Globoplay.

Na reportagem, Amora revela que experimentou as práticas eróticas mostradas na novela, diz que buscou deixar os atores ‘fora de si’ e conta como coloca o publico no lugar de voyeur.

Amora conduz a continuação da série de Walcyr Carrasco numa voltagem ainda mais alta que a anterior. Inclui ménage à trois, estupro, sadomasoquismo. Sexo na rua, no estacionamento, no banheiro. A chegada da diretora ao projeto traz uma mudança de perspectiva. Agora, a série é rodada sob o ponto de vista de uma mulher. E, em se tratando de sexo, esse olhar pode transformar tudo.

“Parti de um ponto de vista pessoal, quis expressar o que me representa. Filme pornô não me dá tesão. O que gosto de ver é sobre a iminência, a atmosfera, o que está por trás”, conta ela.  “A gente está falando de uma pulsão de liberdade, que traz a sexualidade como algo primordial, do eros. Essa atmosfera vive muito mais na iminência do que na realização. A série é erótica mesmo numa cena de duas pessoas tomando cafezinho. É o sexo que eu gostaria de ver.”

Não só ela como as protagonistas Camila Queiroz (Angel), Agatha Moreira (Giovanna) e a novata Julia Byrro (Lara). O trio praticamente dirigiu as cenas calientes junto com Amora. Romulo Estrela também deu seus pitacos. Assim, a diretora foi ganhando intimidade com os atores.

“Todas as partes do corpo que o público vai ver são 100% do atores. Não tivemos dublês (exceto para algumas cenas de tortura dentro da prática de sadomasoquismo), nem trabalhamos com próteses.”