Vereadores quase saem no braço em discussão sobre o caso do advogado morto por delegado

O caso do advogado Wilson de Lima Justo Filho, morto a tiros pelo delegado da Polícia Civil, Gustavo Sotero, dentro da casa de shows Porão do Alemão, na Zona Oeste de Manaus, na madrugada desse sábado (25), foi o assunto mais debatido entre os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã dessa segunda-feira (27). Durante a sessão plenário o clima esquentou entre os vereadores Chico Preto (PMN) e Cicero Custódio, mais conhecido como Sassá da Construção Civil (PT), que quase saem no braço por opiniões divergentes.

O presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), informou que a comissão de ética da Casa será acionada e os dois parlamentares poderão ser punidos. “Não podemos resolver tudo no braço. Se for assim terei que colocar um detector de metal na entrada do Plenário. As coisas não se resolvem assim”, disse o presidente ao garantir que vai tomar providências.

O desentendimento iniciou após a vereadora Joana D’arc Protetora (PR) se pronunciar sobre o Projeto de Lei, protocolado por ela na Casa, que obriga a assinatura de termo de responsabilidade e identificação, tanto do portador da arma de fogo quanto do responsável pela venda de bebidas alcoólicas a clientes portadores. Os dois respondem solidariamente por qualquer ato praticado pelo portador da arma que esteja alcoolizado.

Conforme o PL, o indivíduo que descumprir a Lei está sujeito as penalidades civis e criminais e o estabelecimento que não cumprir responderá judicialmente e administrativamente, estando sujeito à multa, perda de alvará e fechamento do local.

Ao tomar a palavra, o vereador Sassá da Construção Civil afirmou que os vereadores estavam se promovendo com o fato e que ele é contra o desarmamento de policiais e disse, ainda, que os seus colegas não teriam autonomia para debater o assunto que, segundo ele, é de responsabilidade de deputados federais e senadores.

“Nós não podemos ficar discutindo isso aqui. Nossas leis são municipais e essa lei sobre armamento é federal. Temos que legislar na nossa competência. Meu partido é a favor ao desarmamento, mas eu sou contra”, esbravejou.

O vereador Chico Preto rebateu afirmando que o assunto em questão não era o desarmamento de policiais, mas sim, o projeto protocolado por Joana D’arc, que tratava sobre portar armas e consumir bebida alcoólica. Ele disse, ainda que é contra o desarmamento de policiais e disse que Sassá não teria entendido o sentido do debate. Irritado, Sassá foi em direção do vereador Chico Preto como se quisesse brigar. Chico Preto não se intimidou e nem se retirou da briga. Os dois parlamentares só não saíram no braço porque a turma do deixa disso, formado por seguranças da Casa, separou os vereadores.