Vergonha brasileira: em Alagoas água contaminada já provocou 51 mortes

água contaminada

Deixando claro a irresponsabilidade e o desrespeito dos administradores públicos com a saúde da população desse País, a Secretaria de Saúde de Alagoas, enfim, assumiu que as causas da epidemia de diarreia que já matou 51 pessoas, estão relacionadas às bactérias, vírus e parasitas, detectados na água proveniente de fontes alternativas, a exemplo de cisternas e cacimbas e de Serviços Autônomos de Abastecimento (SAES). A população busca essas “fontes alternativas” por conta de um serviço de água ineficiente.

O número de óbitos registrados em Alagoas por causa do surto de diarreia continua subindo. Ao todo, de 1º de janeiro até agora, 80.320 casos de diarreia foram contabilizados e a epidemia atinge 25 municípios.De acordo com o último boletim da Vigilância Epidemiológica, divulgado Sesau, o quantitativo de casos verificados nos seis primeiros meses de 2013 é quase o dobro do registado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 45.633 casos. O levantamento mostra ainda qu e outros 46 municípios estão em alerta e que apenas 26 estão dentro da normalidade.
A Vigilância Sanitária Estadual informou que o monitoramento dos casos foi intensificado  e que técnicos da Sesau estão acompanhando os casos nos hospitais e por telefone junto às secretarias municipais. Informou também que materiais para exames laboratoriais estão sendo disponibilizados e rios monitorados por conta da água, principalmente os oriundos de Pernambuco, onde houve registro de cólera no ano passado.

Plano de contenção

Um plano de ações foi montado pela Sesau estadual em conjunto com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) para tentar impedir que a epidemia continue se alastrando. O conjunto de medidas é composto de ações que buscam garantir a qualidade da água fornecida pela concessionária à população do Agreste e do Sertão alagoan o, regiões que concentram os municípios com a maior quantidade de casos de diarreia.

Entre as ações estão limpeza e desinfecção dos reservatórios de distribuição de água de Palmeira dos Índios, no Agreste, onde concentra-se a maioria dos casos (8.583), aumento da dosagem de cloro nas estações de tratamento de água, aquisição de medidores digitais para leitura em campo de cloro residual e coletas periódicas de água para análises.