Violência sexual na Ucrânia segue predominante e subnotificada, diz ONU

Patten também alertou as autoridades presentes acerca do aumento de ocorrências de tentativas de tráfico de pessoas

Foto: divulgação

A enviada especial da ONU Pramila Patten afirmou na segunda-feira (6) que a violência sexual na Ucrânia, especialmente contra mulheres e meninas, continua predominante e subnotificada.

Apresentando números colhidos pela entidade, Patten citou ter recebido ao menos 124 casos de violência sexual, 97 dos quais cometidos contra mulheres e meninas. As ocorrências envolvem estupro, estupro coletivo, gravidez após estupro, nudez forçada e até abuso de crianças.

O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, rejeitou todas as acusações de crimes sexuais feitas contra as tropas de Moscou. Segundo ele, os soldados russos estão sujeitos a regras rígidas de conduta, mas o mesmo padrão de comportamento não estaria sendo o adotado pelos batalhões nacionalistas da Ucrânia.

O representante da Ucrânia, por sua vez, reforçou as acusações. Serhii Kislitsia disse que ONGs e a imprensa de seu país seguem relatando diversos casos de violência sexual cometida pelos soldados da Rússia, inclusive contra crianças e mulheres idosas.

Patten também alertou as autoridades presentes acerca do aumento de ocorrências de tentativas de tráfico de pessoas, em especial nos centros de acolhimento de refugiados da guerra.