Vocês lembram do cabidezão do Melo e do Amazonino? Com Wilson ficou maior

Vocês lembram do “cabidezão” de emprego da Casa Civil dos tempos do ex-governador cassado José Melo? Aquele “cabidezão” usado por Melo para dar emprego público a parentes e aderentes de membros do Judiciário, Legislativo e Executivo, além dos apaniguados e xerimbabos e que conseguiu a façanha de lotar na Casa Civil 500 funcionários num espaço que não dá 50 pessoas? Pois aquele “cabidezão” que Wilson Lima (PSC) classificava de males da “velha política” ficou maior.

No governo do novo a coisa ainda está pior e mais descarada. Wilson Lima passou o tempo todo esculhambando o fato da Casa Civil de Amazonino ter 512 funcionários que nunca se sabe em quê trabalham, onde estão e que sequer cabem na estrutura daquele setor da sede do Governo. Só que a Casa Civil de Wilson Lima já está com 530 funcionários.

De acordo com os dados divulgados no Portal da Transparência, em janeiro de 2017 – durante a gestão de José Melo – tinham 566 servidores lotados na Casa Civil. Em janeiro de 2018, esse número caiu para 488 e, em dezembro do ano passado, último mês da gestão de Amazonino Mendes, a Casa Civil contava com 512 servidores entre efetivos e comissionados. (veja as folhas de pagamento no fim da matéria)

Em janeiro deste ano – primeiro mês de gestão de Wilson Lima – pasmem: a Casa Civil passou a abrigar 530 servidores. Entre eles cargos efetivos e comissionados que ocupam cargos de assessores, analistas e consultores técnicos, além de professores, secretários de Estado e até policiais militares.

Fato é que mesmo que essas 530 pessoas fizessem um rodízio ou uma espécie de revezamento para comparecer ao trabalho, nem assim não caberiam na estrutura física da Casa Civil que fica na sede do Governo, na Compensa.

A verdade é que para tentar abrigar todos os aliados e apadrinhados na Administração, as nomeações são para a Casa Civil, mas os servidores na verdade cumprem – ou deveriam cumprir – expediente em outros órgãos. Pode isso Tribunal de Contas?

Entre os nomeados estão figuras com o sobrenome conhecido da população amazonense, do Judiciário, do Legislativo como Braga, Cunha, Cidade, Balieiro, Romão, Nascimento, Benchimol, Liuzzi e Valério.

Críticas vazias
As nomeações, além de demonstrar o inchaço da Casa Civil, deixa claro as promessas do discurso vazio do governador Wilson Lima antes e depois de eleito.

Antes de eleito, ainda durante o período eleitoral, Wilson Lima afirmou que o Estado gastava muito e chegou a questionar o que será que tantos servidores faziam na Casa Civil.

“O Estado gasta muito. A Casa Civil tem 500 pessoas trabalhando lá. Se essas pessoas lotadas na Casa Civil forem trabalhar no mesmo dia, não cabe lá dentro. O que estão fazendo lá essas pessoas? O que fazem secretários extraordinários? Até hoje não sabemos com clareza. Está muito claro que o estado está inchado e que está investindo de forma errada em setores que não deveriam investir”, disse Wilson em entrevista à CBN Amazônia no dia 25 de setembro de 2018.

Dois dias depois de empossado, durante coletiva de imprensa, Wilson classificou como “falta de compromisso com a gestão pública” o excesso de gastos com pessoal, o descontrole em contratos e a má gestão administrativa. “Somente na Casa Civil do Estado, destacou o governador, há 508 funcionários, e no Gabinete do Secretário da Susam outras 91 pessoas”, diz trecho do texto divulgado pela Secretaria de Comunicação do Estado (Secom).

Mas, as reclamações ficaram só no discurso e esse tipo de gasto com dinheiro público só é errado se for feito pelos outros.

Veja a lista de pagamentos da Casa Civil no governo de José Melo

Veja a lista de pagamentos da Casa Civil no governo de Amazonino Mendes

Veja a lista de pagamentos da Casa Civil no governo de Wilson Lima