WhatsApp custou os PIBs de 22 países; veja curiosidades sobre app

whatsappA história do WhatsApp não é recheada de brigas entre amigos que acabaram afastando alguns dos criadores do cotidiano corporativo do Facebook e Twitter, mas, ainda assim, o aplicativo tem algumas curiosidades em seus pouco mais de quatro anos de vida.

Por dia, 600 milhões de imagens são enviadas pelo aplicativo. Não tente imprimi-las, pois isso demoraria alguns séculos.

Para se ter ideia do tamanho do negócio, o valor de US$ 16 bilhões, pago pelo Facebook, é o equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) de 22 países. Falando em países, se o WhatsApp fosse um, seria o terceiro mais populoso, à frente dos Estados Unidos e do Brasil.

Caro, bem caro

Comprado por US$ 16 bilhões, o WhatsApp é o aplicativo mais caro da história. A marca anterior era ocupada pelo Instagram, que custou ao Facebook US$ 1 bilhão, preço já exorbitante por uma companhia que, além de não dar lucro nenhum, possuía à época 13 funcionários. O WhatsApp tem 55, como o CEO Jan Koum. Como o acordo prevê pagamento adicional de US$ 3 bilhões a fundadores e funcionários, que poderão comprar ações restritas do Facebook dentro de quatro anos, o negócio pode chegar a US$ 19 bilhões.

Caro, bem caro 2

O valor de US$ 16 bilhões pago pelo WhatsApp, aliás, é o equivalente à soma do PIB de 22 países. Ok, são nações pequenas: Tuvalu, Kiribati, Ilhas Marshall, Palau, São Tomé e Príncipe, Estados Federados da Micronésia, Tonga, Dominica, Comoros, Samoa, Saint Vincent e Grenadines, Saint Kitts e Nevis, Grenada, Vanuatu, Guiné Bissau, Gambia, Ilhas Salomão, Antigua e Barbados, Seychelles, Saint Lucia, Djibouti e Belize. Mas não custa lembrar que o PIB é a soma de todas as riquezas produzidas em um país em um ano. O dinheiro desembolsado pelo Facebook é equivalente ao PIB da Geórgia e de Papua Nova Guiné. Um grupo de 76 países possui PIB igual ou inferior ao valor da negociação, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sem propaganda

Os criadores do WhatsApp rechaçam (até agora, pelo menos) qualquer possibilidade de aumentar o faturamento com receita publicitária por acreditar que isso atrapalharia os usuários. Dentre as várias manifestações contrárias aos anúncios de Jan Koum, cofundador e presidente-executivo do WhatsAspp, sobre o assunto, a mais contundente é a exibida no site do app. “Lembre-se, quando anúncios estão envolvidos, você, usuário, é o produto”. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, afirmou que não mudará a forma como o app ganha dinheiro “nos próximos anos”.

Barrado no RH

Antes de desenvolver o WhatsApp, um dos cofundadores do aplicativo tentou descolar um emprego no Facebook em 2009. A rede social rejeitou sua candidatura e ele desabafou no Twitter.

O microblog, aliás, foi outra empresa que dispensou os préstimos de Brian Acton. A recusa por parte das duas empresas, que na época eram ilustres iniciantes, é curiosa, pois Acton é um desenvolvedor experiente. Trabalhou no Yahoo por 20 anos e chegou a assumir a vice-presidência de engenharia da empresa. Agora, ele volta ao Facebook como um dos seus donos, já que os US$ 12 bilhões em ações da rede social dadas como parte do pagamento pelo aplicativo respondem por 7,9% dos papéis. Isso que é dar a volta por cima.

Soprando as velinhas

Jan Koum, um dos cofundadores do aplicativo, fará 38 anos no próximo domingo (23) (US$ 16 bilhões? Belo presente!).

O desenvolvedor nasceu em Kiev, na Ucrânia, e imigrou para os EUA aos 16 anos depois de a União Soviética entrar em colapso. Ele e sua mãe se instalaram na Califórnia. Em 1997, após largar a universidade, começou a trabalhar no Yahoo. Ele estudava matemática e ciências da computação.

eguindo Jesus

Koum é seguido por 12 mil pessoas no Twitter, mas segue um único usuário, que se identifica como “Jesus Christ, SV”. Esse internauta não segue ninguém, mas possui 5,3 mil fãs no microblog e alimenta o tumblr “Jesus Christ, Silicon Valley”, que contém postagens que misturam aspectos religiosos e temas de discussão no polo tecnológico do Vale do Silício, na Califórnia. A frase da biografia de Koum no Twitter é um verso de um rap de Kanye West: “Estamos em uma galáxia onde os ‘haters’ não podem nos visitar”.

Manda um ‘WhatsApp’

O WhatsApp está na linha de frente do avanço dos aplicativos de mensagens sobre os SMS. No ano passado, a receita das operadoras com mensagem de texto caiu pela primeira vez e chegou a US$ 104 bilhões, 4% a menos que em 2012, segundo a consultoria Strategy Analytics.

Até 2017, esse valor deve cair mais 20%. De acordo com o Facebook, pelo aplicativo já passa o mesmo número de mensagens trocadas ao redor do mundo no formato SMS.

Muita gente

O aumento impressionante no número de usuários foi uma das principais causas que motivou a compra do aplicativo de apenas quatro anos.

Se fosse uma nação, o país WhatsApp seria o terceiro mais populoso do mundo, com 450 milhões de habitantes e à frente dos Estados Unidos e do Brasil. E essa população aumenta em 1 milhão todos os dias. Essa quantidade de usuários é quase três vezes o número de membros que o Facebook tinha com a mesma idade.

Mensagem não lida (x)

Os sinais de “check” na tela de conversa não são uma confirmação de que o destinatário leu suas mensagens, o que costuma gerar crises nos usuários mais ansiosos por uma resposta rápida.

O primeiro tique significa que a mensagem chegou ao servidor do app; o segundo, que chegou ao celular de destino. Nada além disso.

Sem almoço grátis

O WhatsApp é um serviço pago. Até julho de 2013, usuários de iPhone tinham de pagar US$ 1 para usar o aplicativo. Posteriormente, a versão para iOS adotou a modalidade de assinatura que já funcionava no app para Android.

O modelo de negócios do WhatsApp prevê um ano gratuito de uso do aplicativo. Depois do período de cortesia, os usuários têm de pagar uma anualidade no valor de US$ 1.

Clique

A quantidade de imagens enviadas pelo aplicativo é imensa. Se a cada hora, 24 das fotos enviadas diariamente pelo WhatsApp fossem impressas, demoraria 2.853 anos para colocar no papel todas as imagens enviadas pelo app em um único dia.

Agora, a família Facebook, que já tinha o aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram, ganha um novo representante para combater o avanço de apps populares, que têm recursos para imagens como o Snapchat (envia fotos que se apagam) e WeChat (as “carinhas” praticamente substituem as palavras).

Vingança pornô

O aplicativo foi o veículo mais usado para disseminar fotos e vídeos de mulheres nuas ou em situações íntimas. As imagens caracterizam a chamada vingança pornô (ou “revenge porn”), pois geralmente são vazadas por antigos companheiros. Apesar de ser bastante difícil identificar todos os usuários que participaram da cadeia de disseminação dessas imagens, especialistas argumentam que, se as vítimas quiserem, eles podem ser levados à Justiça.

Fonte: G1