White Martins e Governo do Amazonas devem devolver cilindros de oxigênio reabastecidos à Coari

O Governo do Amazonas e a empresa White Martins devem enviar 155 cilindros de oxigênio medicinal à Coari reabastecidos no prazo de 48 horas, conforme decisão do Poder Judiciário do Estado do Amazonas, divulgada nesta terça-feira (19). A medida é tomada após o município publicar uma nota de repúdio, alegando atraso nos devolução do cilindros retidos pelo Estado.

O juiz Fábio Alfaia, da 1ª Vara da Comarca de Coari, fixou multa diária no valor de R$ 100 mil, em caso de descumprimento, tendo limite de R$ 10 milhões, a ser pago pelo Estado e pela White Martins. A empresa está sujeita, por força de contrato, ao compromisso contratual de fornecimento de gás oxigênio medicinal, devendo demonstrar situação de mora ou inadimplemento justificável.

Nesta terça-feira, 19, uma carga com 40 cilindros de oxigênio chegou ao município de Coari, mas a prefeitura do município informou que o material hospitalar chegou com atraso, quando sete pessoas haviam morrido por falta de oxigênio.

Segundo a Prefeitura de Coari, 40 cilindros chegariam às 18h da última segunda-feira (18) no aeroporto do município, mas a carga passou direto para Tefé, sob coordenação do Governo, ficando impossibilitada de retornar à Coari, pois o município não opera voos à noite. Os insumos chegaram no Hospital Regional de Coari às 7h desta terça-feira, uma hora após o fim do oxigênio da unidade hospitalar, ocasionando a morte de sete pacientes.

Em nota, a SES-AM informou que houve atraso da parte da empresa White Martins na liberação dos cilindros, e, pelo adiantado da hora, não foi possível transportar o produto em avião direto a Coari, porque o aeroporto da cidade não opera à noite. Os cilindros foram para Tefé, e seriam transportados de barco, mas um novo atraso fez com que a carga só chegasse nesta terça-feira.

A Secretaria de Saúde do Estado alega, ainda, que o sistema de saúde de Coari é independente, mas não explica o motivo de ter retido o oxigênio.