Wilker Barreto critica o pagamento, sem licitação, de R$ 17,8 milhões para manutenção da Arena da Amazônia

O parlamentar ressaltou que a empresa Contato Serviços de Conservação e Manutenção Eireli faz a manutenção do estádio

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Foto: Divulgação

O deputado estadual Wilker Barreto (sem partido) criticou, nesta quinta-feira (30), durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o pagamento de R$ 17,8 milhões do Governo do Estado, via Fundação de Alto Rendimento do Amazonas (FAAR), para a empresa Contato Serviços de Conservação e Manutenção Eireli, responsável pelos serviços de limpeza e conservação predial da Arena da Amazônia.

De acordo com o parlamentar, esse valor pago pelo Governo do Estado, de forma indenizatória e sem licitação entre 2020 e 2021, é um desperdício do dinheiro público para a manutenção do estádio. Vale ressaltar que no dia 14 de outubro a Arena da Amazônia vai receber a partida entre Brasil x Uruguai, válida pela 12ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.

“É uma situação constrangedora, não para quem recebe, mas para o povo. São R$ 17 milhões já pagos, de 2020 para cá, em caráter indenizatório e sem licitação, e aí eu pergunto: alguém vai entrar de graça no jogo entre Brasil e Uruguai? Esse dinheiro é do povo, não é do Wilson Lima não”, ponderou Barreto.

Wilker Barreto salientou que os R$ 17,8 milhões gastos pelo Governo para manutenção da Arena poderiam ser aportados na saúde pública do Estado, além de sugerir o investimento do setor privado na administração do estádio, que foi sede da Copa do Mundo no Brasil em 2014.

“R$ 17 milhões no Francisca Mendes estaria, neste exato momento, salvando milhares de vidas e zerando a fila de espera. A Arena hoje deveria ser administrada por uma empresa que explorasse e fizesse uma concessão de 30 anos, como foi feito nos aeroportos. Ninguém vai de graça no estádio, quando é show de atração nacional ou jogo, é pago, onde o povo ganha com isso?”, questionou o parlamentar.

Por fim, o parlamentar afirmou que irá formalizar um pedido à FAAR para prestar informações acerca do pagamento dos R$ 17,8 milhões. “Já estou formalizando um ofício à Fundação para que venha à Assembleia Legislativa dar as informações necessárias do porque não licitou e também não oferece uma proposta para o Amazonas sair desta manja”, finalizou.

(*) Com informações da Assessoria