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Wilker chama de “florzinha” decreto de contenção de gastos do Governo

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) criticou duramente o Decreto da Qualidade do Gasto Público e Contenção do Custeio, do governador Wilson Lima (PSC) e disse que a ação “trouxe medidas tímidas de enfrentamento à crise, e é um decreto florzinha”. A declaração foi feita, nessa quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

“Venho alertando o desastre que é esse Governo desde o início do meu mandato. Estou estudando as medidas do ‘decreto florzinha’ e, não à toa, o Amazonas está neste colapso. No item seção 5, da Comissão Geral de Licitação, isto é explícito. Afinal, depois de toda a farra, mais de R$ 200 milhões em dispensa, denúncias de sobrepreço na merenda e no transporte de alunos, à medida que orienta o governo é desestimular as ações por dispensa de licitações. Eles são tão apedeutas, que esta medida tão simplória, deveria ter sido tomada nos primeiros dias do governo, como cortar diárias, economizar no combustível e contratar com menor preço”, disse Wilker.

O decreto foi anunciado por Wilson Lima, em coletiva de imprensa na sede do Governo do Estado, no último dia 7, como adoção de medidas de austeridade com a meta de economizar ao menos R$ 600 milhões em um ano. No entanto, o decreto de n°40.645 só foi publicado uma semana depois no Diário Oficial do Estado (DOE).

Para Wilker, depois de quatro meses de gestão, o povo merecia uma resposta mais enérgica do Governo do Amazonas, realmente capaz de ajudar a desafogar as contas públicas. Desta forma, o Estado poderia investir nos serviços e dar atenção às áreas de interesse comum da população e que estão em crise, como a saúde, a educação e a segurança.

“Você não precisa de 120 dias para tomar essas medidas, o que eu queria era uma reforma administrativa dura. A mensagem correta para esta casa era a redução em 30% dos cargos comissionados, dos mais de seis mil que já tem. Não estou falando de extinção do cargo. Outro ponto é a substituição dos servidores terceirizados para o efetivo, um servidor terceirizado é mais caro que um servidor que presta serviço direto. São medidas desta forma que você vai diminuindo o teto. Eu e alguns colegas já estamos ficando sem voz de falar em realinhamento de contratos, basta olhar para o da Umanizzare. Medidas claras para enfrentar uma problemática. Um Amazonas sem rumo, sem Governo, em pouco mais de 100 dias”, frisou.

Com informações da assessoria do deputado.