Wilker denuncia manobra do governo de Wilson Lima para acabar com a CPI da Saúde (ver vídeo)

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Através de vídeo enviado ao Radar, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) denunciou, nessa quarta-feira (23), manobra do governo de Wilson Lima para acabar com a CPI da Saúde na surdina, sem ser necessário até mesmo colocar em votação o requerimento de prorrogação da comissão para não expor os parlamentares de sua base aliada ao julgamento público. A manobra seria protelar a votação do requerimento de prorrogação da CPI até semana que vem quando acaba o período determinado de funcionamento da comissão. (Confira o vídeo no fim da matéria).

O requerimento com pedido de prorrogação dos trabalhos da CPI por mais sessenta dias, foi aprovado pelos membros da comissão e levado a apreciação do plenário, há cerca de duas semanas, mas até hoje não foi votado. Nesta quarta-feira, foi adiada novamente a votação do requerimento sob alegação de falta de Quórum, ou seja, não teria deputados suficientes para votar a matéria.

“Pra nossa tristeza e não surpresa, a Assembleia Legislativa que funciona de forma híbrida, ou seja não tem um porquê de um deputado não participar da sessão de onde estiver, mas não tivemos quórum”, criticou Wilker.

Ele diz que já ficou claro pra ele que o governo está “trabalhando” a sua base para que o requerimento não seja apeciado nem amanhã (quinta-feira/24) e nem na próxima terça-feira (29), último dia de funcionamento da CPI”, comenta Wiker.

Nesse sentido, Wilker argumenta que, ao não aprovar a prorrogação da CPI, a Assembleia se torna cúmplice do governo.

“A Aleam passa a ser cúmplice de um governo corrupto que não tem interesse em apurar atos de desvio de dinheiro público e fica aqui um alerta para sociedade amazonense”, finalizou.

CPI da Saúde

Desde seu início em maio deste ano, a Comissão já revelou à sociedade uma série de irregularidades em contratação de serviços pela Secretaria de Estado de Saúde (antiga Susam e atual SES-AM), grande parte deles pelos chamados processos indenizatórios, sem nenhuma legalidade.

Além disso, as descobertas da CPI sobre os aparentes desvios e danos aos cofres estaduais durante a pandemia também são um dos feitos apontados pelos membros da Comissão para justificar a prorrogação dos trabalhos.