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Wilson Lima defende governo mais participativo na FIEAM

Candidato ao governo do Estado pela coligação “Transformação por um Novo Amazonas”, o jornalista Wilson Lima (PSC), apresentou para representantes da classe empresarial, ontem (1º), em reunião na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), suas propostas com foco na participação de todos os setores para estimular a economia e fazer um governo mais participativo.

A ausência de respostas em cima de necessidades básicas do cidadão é o grande problema que o Estado enfrenta ao longo dos últimos 30, 35 anos, segundo Lima. Dados apresentados por ele, na reunião, indicam que o orçamento do Estado para 2018 era de R$ 6 bilhões, mas, até agora, segundo ele, já foram empenhados mais de R$ 17 bilhões.

“Esse orçamento quase triplicou e o que mudou na vida da gente? Infelizmente, os números só vêm aumentando”, disse ele, para acrescentar que nos últimos dez anos a quantidade de homicídios no Estado aumentou em mais de 100%, enquanto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) o Amazonas está entre os cincos piores desempenhos no ensino médio.

A distância do Estado em relação aos grandes centros, por conta da falta de qualificação profissional, foi levantada pelo candidato como prejudicial às indústrias locais em busca de mais competitividade com a chegada da indústria 4.0. A não preparação da massa trabalhadora deixa o estado para trás e aumenta o desemprego, segundo ele.

“Hoje, nós estamos dependentes de um modelo que é a Zona Franca de Manaus (ZFM), que concentra no seu Polo Industrial 82% da atividade econômica do Estado, enquanto os outros municípios têm 18%. Nós temos 61 municípios que estão dividindo esses 18% da atividade econômica do Estado e isso é uma desigualdade que precisa ser corrigida”, alertou ele.

Para o presidente da FIEAM, Antonio Silva, além da complexidade logística e a deficiência de infraestrutura que oneram imensamente os custos de produção, os problemas de ordem politico-administrativa vêm prejudicando as atividades produtivas, inviabilizando a implantação do empreendimento, praticamente anulando as nossas vantagens tributárias comparativas, constitucionalmente garantidas com exclusividade para a Zona Franca Manaus, disse Silva.

“Entendemos como oportuno contribuir para a indústria e a economia do Estado, ajudando a alavancar o crescimento econômico e a produtividade local, além de fortalecer a preservação da maior floresta tropical do mundo, que faz com que o Amazonas seja mais do que o nome em um estado”, pontuou o presidente da FIEAM.

Wilson Lima ressaltou que um grande diferencial seria o fortalecimento do setor primário, além do investimento no ecoturismo e no polo naval. Segundo ele, o turismo carece de uma infraestrutura mínima que hoje não há condições de ser oferecida. “Precisamos trabalhar fortemente para tirar o Amazonas dessa situação”.

Governo participativo

As propostas apresentadas por Wilson Lima foram endossadas pelo economista Paulo Rabello (PSC), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Álvaro Dias (Podemos), que o acompanhou na reunião na sede da FIEAM. E foram consideradas por ele essenciais para os interesses do Amazonas.

“Ele (Wilson) não será capaz de implementar nada sozinho. Eu como consultor direi isso para vocês: nada vai acontecer se vocês como empresários não tomarem o destino desse Estado em suas próprias mãos. E digo mais: vocês precisam e devem acompanhá-lo, tutorá-lo e apresentar a ele suas necessidades. Só nós somos capazes de fazer por nós mesmos”, frisou Rabello.

Para os representantes das entidades empresariais FIEAM, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Associação Comercial do Estado do Amazonas (ACA) e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), o candidato Wilson Lima, garantiu que nenhuma legislação de incentivos fiscais será alterada sem ouvir a classe produtora.

Matéria de responsabilidade da assessoria do candidato