Wilson Lima diz que Amazonino tenta forjar crime eleitoral contra sua candidatura

A coligação “Transformação para um Novo Amazonas”, encabeçada pelo candidato ao Governo, o jornalista Wilson Lima (PSC), afirmou, via nota oficial, que não conhece o traficante que o acusa de comprar votos no município de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus). O candidato disse repudiar o que considera “mais uma armação” dos adversários na tentativa de associar sua campanha a criminosos no Amazonas. (Veja a nota na íntegra no fim da matéria)

As declarações são em resposta a duas ações ingressadas nesse sábado (20) pela coligação “Eu voto no Amazonas”, que tem como candidato à reeleição Amazonino Mendes (PDT).

Em uma delas, a coligação “Eu voto no Amazonas” apresenta uma notícia crime ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) contra o candidato do PSC pedindo investigação sobre as declarações prestadas pelo traficante Diellisom Weendril Alves Pinheiro, conhecido como Didi, preso na última sexta-feira (19), durante a Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Civil em Codajás. Em depoimento, o traficante afirmou que o dinheiro apreendido com ele era destinado à compra de votos para Wilson Lima.

Ainda no sábado, a coligação “Eu voto no Amazonas” de Amazonino também ingressou com uma denúncia de compra de votos a favor de Wilson Lima ocorrida no primeiro turno da eleição e pediu a cassação do registro de candidatura do jornalista. Wilson Lima classificou a denúncia como “forjada”.

De acordo com a assessoria jurídica de Amazonino Mendes, o ex-prefeito de Nhamundá (a 302 quilômetros de Manaus), Mário Paulain, preso no primeiro turno numa pousada portando dinheiro em espécie e material de campanha eleitoral, estava comprando votos para o candidato do PSC.

Na ocasião, segundo a Justiça Eleitoral e imagens divulgadas do flagrante, Mário Paulain estava com farto material de campanha de diversos candidatos. O ex-prefeito ocupava um cargo comissionado na Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e foi exonerado no dia seguinte ao primeiro turno, após ser preso.

“Soa estranho que 13 dias após o fato, a assessoria jurídica de Amazonino acione o TRE para tomar providências, exclusivamente, contra Wilson Lima, enquanto na cama onde estavam os panfletos apreendidos encontravam-se farto material eleitoral de um candidato ao Senado pelo Amazonas, de um candidato a presidência da República, de vários candidatos a deputado estadual e de Amazonino Mendes”, contesta Wilson Lima, na nota.

Para Wilson Lima, a medida se assemelha às inúmeras fake news que tem atacado sua campanha eleitoral. Segundo ele, os advogados da coligação “Transformação por um novo Amazonas” ingressaram com ação junto ao Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) para identificar e punir os “verdadeiros criminosos”.

“Essa foi mais uma tentativa clara e rasteira do candidato adversário Amazonino Mendes em confundir os eleitores com mentiras, calúnias e difamações”, finalizou Wilson Lima.

Confira a nota na íntegra

“A coligação “Transformação para um Novo Amazonas”, encabeçada pelo candidato ao governo, Wilson Lima (PSC), repudia com veemência mais uma armação dos adversários, desta vez na tentativa de associar sua campanha com criminosos, como o traficante preso em Codajás.

Wilson Lima nunca manteve contato com o bandido apresentado e jamais enviou qualquer “emissário” para negociar compra de votos em seu nome. Mesmo porque o candidato líder nas pesquisas eleitorais, com mais de 30% de diferença do adversário conforme as últimas cinco pesquisas de intenções de votos não teria nenhum motivo para agir ilegalmente e respeita rigorosamente as regras eleitorais.

A chapa que propõe a mudança e uma forma limpa de fazer política lamenta a atitude dos advogados do candidato adversário, Amazonino Mendes (PDT), que na tarde deste sábado (20) apresentaram uma notícia-crime ao Tribunal Regional Eleitoral contra Wilson Lima, tentando associá-lo também a uma denúncia forjada de compra de voto supostamente ocorrida no primeiro turno da eleição.

A informação foi passada em entrevista coletiva na frente do tribunal e com transmissão ao vivo pela TV Band, canal em que o pai da candidata a vice na chapa do governador, Francisco Garcia, tem sociedade.

À ocasião, o assessor jurídico de Amazonino, Daniel Nogueira, anunciou que ingressou, hoje, dia 20, com um pedido de cassação do registro de candidatura de Wilson Lima com base num fato ocorrido dia 7 deste mês, ou seja, o corpo jurídico do adversário esperou 13 dias para realizar a ação.

Relembre o caso – No dia 7, data da eleição do primeiro turno, o ex-prefeito de Nhamundá, Mauro Paulain, foi preso numa pousada portando dinheiro em espécie e material de campanha eleitoral de vários candidatos, entre eles o de Amazonino Mendes, que disputa a reeleição.

Soa estranho que 13 dias após o fato, a assessoria jurídica de Amazonino acione o TRE para tomar providências, exclusivamente, contra Wilson Lima, enquanto na cama onde estavam os panfletos apreendidos encontravam-se farto material eleitoral de um candidato ao Senado pelo Amazonas, de um candidato a presidência da República, de vários candidatos a deputado estadual e de Amazonino Mendes. Isso comprova a tentativa indisfarçável de forjar um crime eleitoral sem nenhum fundamento contra o candidato Wilson Lima.

A medida se assemelha a uma armação de baixo nível, iguais às inúmeras fake news que tem atacado sistematicamente a campanha do candidato que tem como maior proposta o combate à corrupção e a desarticulação da rede de criminosos que dilapidaram o Estado do Amazonas.

Os advogados da coligação “Transformação por um Novo Amazonas” ingressaram com ação junto ao MPF e a PF para investigar os fatos a fim de que os verdadeiros criminosos sejam punidos. Essa foi mais uma tentativa clara e rasteira do candidato adversário Amazonino Mendes em confundir os eleitores com mentiras, calúnias e difamações.”