Zé Ricardo cobra empenho nas investigações sobre os casos suspeitos da ‘doença da urina preta’ no AM

O parlamentar ressaltou em audiência na Câmara Federal, em Brasília, que os casos da doença afetaram os pescadores

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Foto: Divulgação

O deputado federal Zé Ricardo (PT) cobrou mais empenho nas investigações dos casos suspeitos de rabdomiólise, popularmente conhecida como doença de Haff ou “doença da urina preta”. Durante uma audiência na Câmara Federal, o parlamentar questionou a falta de informação à população, que não sabe o que fazer com relação ao consumo do pescado, bem como cobrou o resultado das investigações.

É importante que os órgãos sanitários e de vigilância concluam o quanto antes essas investigações para orientar e dar tranquilidade à população. Hoje, ainda há medo no consumo do pescado, sobretudo, do pacu, do tambaqui e da pirapitinga. Por isso, justifica-se fazer esse debate com seriedade. Qual a orientação para todos e todas? Continuar evitando o consumo de peixe? E qual peixe pode-se consumir? De viveiro? É preciso ter respostas rápidas, porque esse problema afeta a saúde e a vida das pessoas, do comércio e da economia”, declarou.

Durante uma audiência da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), uma representante da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) disse que o estado teve 91 casos suspeitos da doença, sendo 37 descartados e 54 ainda em investigação.

O deputado federal Zé Ricardo também disse que os órgãos sanitários precisam reforçar as campanhas sobre a manipulação correta de alimentos, para evitar novos casos e mortes, já que o pescado é a principal fonte de proteína da população amazônica e ribeirinha.

Benefícios

O diretor de benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), José Carlos Oliveira, afirmou que a instituição estuda a possibilidade de um seguro defeso aos pescadores atingidos pelo surto da “doença da urina preta”.

Segundo ele, o benefício seria mesmo modo que ocorreu no período de derramamento de óleo no nordeste, em 2020, o qual o INSS, concedeu um auxílio para os pescadores.

Para o coordenador do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Oeste do Pará e Baixo Amazonas, Manoel Pinheiro, essa nova crise sanitária afetou fortemente a categoria e fez com que os pescadores sintam os prejuízos relacionados à doença.

Todo mundo perde com isso, em especial nossos pescadores que dependem dessa renda, mas os nossos comerciantes também, pois quem leva o peixe, leva a farinha, as verduras, o arroz. Por isso, estamos lutando por auxílio e compensação, como ainda pela antecipação do Seguro Defeso, para amenizar os impactos econômicos que esses trabalhadores estão enfrentando devido à suposta doença de Haff”, reitera.

(*) Com informações da Assessoria