Zé Ricardo denuncia ao MPF e Polícia Federal invasão de garimpeiros no rio Madeira

O deputado aponta que a população de Autazes está apavorada com o volume de balsas

Foto: Gustavo Bezerra/divulgação

Após denúncias da invasão de garimpeiros com centenas de balsas, empurradores, barcos e demais aparatos para extração de ouro na região do rio Madeira, o deputado federal Zé Ricardo (PT) apresentou uma denúncia à Superintendência Regional da Polícia Federal e à Procuradoria da República no Amazonas (MPF), solicitando providências conter a possível atividade ilegal de garimpo. Além disso, o deputado também pediu que os órgãos investiguem a origem do financiamento da atividade, que pode se configurar como crime contra o meio ambiente.

Para Zé Ricardo, as denúncias são gravíssimas e precisam de investigação urgente.

“Estamos acionando a Polícia Federal e a Procuradoria da República para que investiguem essas denúncias. A população de Autazes está apavorada com todo esse volume de balsas. Além disso, essa estrutura que se instalou em Autazes e se espalha pela Amazônia só pode manter-se por meio de alguma espécie de financiamento, e isso precisa ser esclarecido e impedido, evitando um grave crime ambiental”, destacou o parlamentar, chamando atenção para fato de que essas balsas usam longas mangueiras que são lançadas até o leito do rio e, depois de acionadas por geradores, sugam tudo que encontram.

Esta semana, em Audiência Pública e na tribuna da Câmara Federal, ele cobrou a presença do ministro da Justiça e da Segurança Pública nessa localidade, como ainda ações efetivas da Marinha, do Ibama e da Agência Nacional de Mineração.

“Queria que o ministro pegasse um avião agora e fosse para o Amazonas, no Município de Autazes, no rio Madeira, onde o impacto ambiental, com uso intenso de mercúrio, prejudicará também a saúde da população. Por isso, é importante nesse momento investigação e ações efetivas em defesa da vida. E cuidar para que não aconteça a mesma coisa como em outros municípios, onde a sede do Ibama foi incendiada e depredada”.

Confira a denúncia na íntegra 

(*) Informações da assessoria