Zé Ricardo repudia veto de Bolsonaro ao PL que visa distribuição gratuita de absorventes em escolas públicas

Dados da ONU mostram que no Brasil uma em cada quatro estudantes já deixou de ir à escola por não ter o absorvente

Foto: Divulgação / Assessoria

O presidente Bolsonaro vetou o PL 4968/2021, aprovado pelo Congresso Nacional, e que institui o Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos nas escolas públicas do país. O Coautor dessa proposta, deputado federal Zé Ricardo (PT/AM) repudiou o veto de Bolsonaro e destacou a importância da iniciativa, que pretende amenizar alguns dos problemas causados pela pobreza menstrual, como a diminuição do rendimento escolar.

“É absurdo um presidente que não se importa com o povo mais pobre, que tanto sofre na atual crise, nem com a juventude e as mulheres. Esse PL ajudará a combater as constantes faltas, além da evasão escolar ocasionada pela falta desse item básico da higiene feminina”, declarou Zé Ricardo, que irá se somar à luta dos movimentos sociais e dos parlamentares para derrubar esse veto.

Durante visitas a municípios do interior do Amazonas, o deputado recebeu relatos de professores e diretores de escolas públicas sobre a situação de pobreza menstrual de várias estudantes.

“A atual crise econômica do país e do Estado, que vem agravando a situação financeira de milhares de famílias, têm ocasionado dificuldades para compra de absorventes por muitas mulheres, principalmente, pelas adolescentes. Essa situação é constrangedora e tem consequências até no desempenho escolar. Portanto, essa proposta dará dignidade às jovens em estado de vulnerabilidade, sobretudo, no Amazonas, onde a precariedade menstrual é realidade de muitas meninas.”, disse.

Pobreza menstrual, como o nome diz, é caracterizada pela falta de recursos, conhecimento e de infraestrutura para os cuidados no período da menstruação, dentre elas, a falta de absorventes higiênicos. Foi reconhecida e classificada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) como um problema de saúde pública.

Dados da Pesquisa Nacional, realizada pelo IBGE, apontam que 2,9% das meninas entre 10 e 19 anos já deixaram de fazer alguma atividade devido a problemas menstruais. E que cerca de 26% das meninas entre 15 e 17 anos não têm condições financeiras de adquirir absorventes para usar durante a menstruação. Já os dados da ONU mostram que no Brasil uma em cada quatro estudantes já deixou de ir à escola por não ter o absorvente.

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(*) Com informações da assessoria