Professores realizam carreata na zona Leste e ato público no TJAM contra retorno das aulas presenciais da Prefeitura de Manaus (ver vídeos)

Foto: Radar Amazônico

O Sindicato dos Professores e Pedagogos (Asprom Sindical) realizou uma paralisação de advertência, nesta segunda-feira (31), pedindo para que as aulas da rede pública municipal sejam realizadas apenas de maneira remota (on-line) e seguiu até ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para realização de um ato público pedindo o julgamento do mandado de segurança (pedido com urgência) que pede a suspensão das aulas presenciais da prefeitura, que começaram hoje mesmo após os pedidos dos professores de continuarem dando aulas de casa. Esse é mais um dos pedidos da categoria ao longo deste mês.

“Somos contrários ao retorno das aulas porque a Covid-19 permanece descontrolada em Manaus, com o aumento de casos e mortes pela doença”, disse Lambert Melo, coordenador de comunicação da Asprom, em entrevista ao Radar.

A carreata começou na avenida Grande Circular, na zona Leste de Manaus e seguiu até o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no bairro Aleixo para realização do ato público.

O objetivo da classe trabalhadora é pedir mais agilidade do TJAM para o julgamento do mandado de segurança, que de acordo com Lambert Melo, foi feito há dez dias e até agora não foi analisado.

Ato público em frente ao TJAM. Foto: Radar Amazônico

Durante a manifestação em frente ao órgão, professores estavam com cartazes e uma balança, um lado com a seringa e o outro com um cartão de vacinação. A intenção era representar a importância e o “peso” das vacinas.

A categoria afirma que “acredita no bom senso da justiça” para a aprovação do mandado de segurança Foto: Radar Amazônico

Na ocasião, uma das profissionais presentes, apresentou um abaixo-assinado com 2.500 assinaturas de pais e professores que não querem que os filhos retornem às escolas devido ao perigo de adquirir Covid-19.

“Não empurrem nossas crianças e professores para serem infectados. Governador e prefeito, vocês se responsabilizarão pelas mortes? Façam o que for preciso para que os alunos possam ficar em casa. Melhorem a estrutura digital e a merenda”, afirmou as manifestante.

O abaixo-assinado foi apresentado por uma das professoras presentes. Foto: Radar Amazônico

Imunização

Toda essa articulação entre os profissionais da educação é feita com o objetivo de proteger os professores da Covid-19. Ao longo de maio, eles apontaram os problemas de infraestrutura das salas de aulas municipais assim como a contradição do prefeito e governador no que diz respeito a imunização.

Apesar das diversas propagandas da Prefeitura ressaltando a importância das duas doses da vacina para a imunização completa, o prefeito David Almeida (Avante) manteve o retorno das aulas híbridas (on-line e presencial) sem que os professores tivessem realizado todo esse processo.

A primeira dose da vacina foi dada aos professores sem comorbidades da rede municipal de ensino ainda este mês e por isso, eles ainda não estão imunizados. A segunda dose será aplicada apenas em agosto.

“Os professores de Manaus só receberam a primeira dose da vacina e a segunda está programada para o dia 15 de agosto, isto é, só estaremos imunizados no dia 30 do mesmo mês, após termos cumprido todos os processos de imunização”, revelou Lambert.